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Bets ilegais são praticamente metade do mercado e arrecadam cerca de R$ 40 bi por ano

Estudo aponta que quase oito em cada dez apostadores não sabe reconhecer as plataformas irregulares

R7 Planalto|Edis Henrique Peres, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • As bets ilegais representam quase metade do mercado, arrecadando até R$ 40 bilhões por ano.
  • Pesquisa revela que 80% dos apostadores não conseguem identificar plataformas de apostas legais.
  • O modelo de tributação proposto pelo governo federal pode prejudicar as plataformas regularizadas.
  • Especialistas sugerem que a regulação deve equilibrar fiscalização e competitividade para combater a ilegalidade.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Maioria dos jogadores não sabe reconhecer quais bets são legalizadas Joédson Alves/ Agência Brasil - arquivo

As bets ilegais são praticamente metade do setor e arrecada por ano até R$ 40 bilhões. Os dados são de estudo inédito que revela, também, que a cada dez apostadores, oito não sabem reconhecer se as plataformas em que estão jogando são legalizadas. Os dados foram levantados pela TMC em pesquisa realizada em parceria com o Instituto Esfera de Estudos e Inovação.

Segundo a pesquisa, “sites ilegais reproduzem aparência, linguagem e mecanismos das empresas regulares, o que dificulta a fiscalização e expõe consumidores a riscos financeiros”. Pesquisa do Instituto Locomotiva, por exemplo, cita que 61% dos apostadores já fizeram ao menos uma aposta clandestina no último ano.


Em evento nesta terça-feira (24) representantes de bets legalizadas divulgaram os dados e criticaram o atual modelo de tributação sugerido pelo governo federal que pode afetar as plataformas regularizadas e levar os usuários a apostar de forma ilegal. Isso ocorreria porque, segundo os representantes do setor, o PL Antifacção prevê a contribuição de 15% sobre as transferências de pessoas físicas para as operadoras de apostas.

O setor alega que ao incidir sobre os depósitos feitos em empresas formais, o tributo reduziria o valor disponível para apostas nos sites legalizados.


“Na prática, um usuário que depositasse R$ 100 teria apenas R$ 85 para apostar em plataformas regulares, mas manteria o valor integral em operadores ilegais, que não recolhem a contribuição”, diz pesquisa.

Para a CEO do Instituto Esfera de Estudos e Inovação, Camila Funaro Camargo Dantas, “a regulação das apostas deve combinar fiscalização eficiente com racionalidade econômica”.


“Se o ambiente formal perde competitividade, o Estado deixa de arrecadar e a sociedade perde proteção. Queremos contribuir com perspectivas que desestimulem a ilegalidade e fortaleçam o mercado regulado”, explica.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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