Chá de cadeira de Jorge Messias pode ser recorde entre indicados ao STF
Se passaram 132 dias desde o primeiro anúncio do Planalto; no Senado, processo mais demorado foi de André Mendonça, que aguardou 142 dias
R7 Planalto|Lis Cappi, do R7, em Brasília
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O chá de cadeira do advogado-geral da União, Jorge Messias, poderá ser o maior da história do Senado, a depender do tempo da definição da sabatina e votação no plenário para avaliar a condução ao STF (Supremo Tribunal Federal).
Se passaram 132 dias desde que o Planalto anunciou o nome de Messias, em substituição a Luís Roberto Barroso, que deixou a Corte em outubro de 2025.
O tempo é pouco menor do que o recorde de André Mendonça. Indicado no governo Bolsonaro, ele aguardou por 142 dias entre o anúncio do nome até ser sabatinado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).
O atraso de André Mendonça foi uma escolha do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que à época comandava a CCJ e optou por segurar a marcação da sabatina.
No caso de Messias, a demora partiu do próprio Planalto. Apesar de ter tido o nome anunciado em novembro de 2025, a mensagem que confirma a indicação ainda está em processo de envio ao Congresso.
Atraso na mensagem
A estratégia de atraso se deu pela falta de clima no Senado para confirmar a indicação presidencial. Pelo risco de ser reprovado, o governo optou por segurar o envio, com mais espaço de campanha e de negociações com o comando do Senado.
A avaliação petista é de que a resistência ao nome de Messias diminuiu durante a espera, e que Lula manteve conversas ligadas ao assunto com Alcolumbre. O AGU ainda deve manter diálogo com senadores, em busca de apoio nas votações.
Outros ministros do STF
Depois de Messias, o tempo máximo de tempo para uma indicação ao STF foi de 27 dias. Veja o comparativo de espera entre os atuais ministros da Corte:
- André Mendonça: 142 dias;
- Gilmar Mendes: 27 dias;
- Edson Fachin: 27 dias;
- Cristiano Zanin: 20 dias;
- Flávio Dino: 16 dias;
- Alexandre de Moraes: 15 dias;
- Cármen Lúcia: 12 dias;
- Dias Toffoli: 12 dias;
- Nunes Marques: 12 dias;
- Luiz Fux: 6 dias.
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