Comissão de Ética impõe quarentena a ex-ministro de Lula substituído por Boulos
Macêdo queria atuar em consultorias e assessorias técnicas em cargos correlatos à sua experiência profissional
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A Comissão de Ética Pública do presidente Luiz Inácio Lula da Silva votou para impedir Márcio Macêdo, ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, de atuar por seis meses no setor privado.
Macêdo queria prestar serviços de consultoria e assessoria técnica no âmbito federal, em áreas correlatas à sua experiência profissional.
Para a comissão, no entanto, a ação teria conflito de interesses. Como resultado, a relatora, Marcelise Azevedo, votou pela imposição de quarentena de seis meses até que o ministro possa atuar em cargos de relações institucionais e governamentais, participação social e captação de recursos públicos.
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Além disso, a relatora ressaltou que o ex-ministro não está dispensado de cumprir a determinação da Lei nº 12.813, de 2013, que o proíbe de divulgar ou usar informação privilegiada a que teve acesso em razão das atividades públicas exercidas a qualquer tempo.
“Caso receba outras propostas de trabalho, contrato ou negócio no setor privado durante o período de seis meses de vigência da quarentena, e tenha interesse em aceitá-las, deverá comunicar o fato imediatamente a esta Comissão de Ética Pública”, diz a decisão.
Márcio Macêdo foi substituído por Guilherme Boulos em outubro, em uma tentativa do governo de se aproximar de movimentos sociais mirando as eleições do ano que vem.
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