Deputados criticam uso da polícia para espionar opositores em Pernambuco: ‘Absurdo’
Parlamentares do estado nordestino criticam uso da inteligência da Polícia Civil para ‘perseguição de adversários’
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Deputados de Pernambuco se manifestaram nesta segunda-feira (26) contra o uso da Polícia Civil do estado para monitorar opositores políticos em Recife. O caso foi noticiado pelo Domingo Espetacular neste fim de semana.
Para a deputada Maria Arraes (Solidariedade-PE), o episódio é extremamente grave. “As denúncias indicam que a Polícia Civil pode ter sido instrumentalizada para espionagem e perseguição de adversários políticos, sem qualquer ordem judicial. Isso remete a práticas autoritárias que pensávamos ter ficado no passado, semelhantes à chamada Abin paralela”, citou.
A parlamentar defendeu uma investigação rigorosa, inclusive com atuação da Polícia Federal, para identificar os responsáveis e assegurar que “esse tipo de abuso não fique impune”.
Para o deputado Felipe Carreras (PSB-PE), a operação da polícia civil que monitorou um secretário de Recife foi um “absurdo”.
“Algo abominável, sujo e covarde. Um atentado à democracia. Algo nunca visto na história política de Pernambuco, mesmo nos momentos mais acirrados de disputas. Usar a polícia do estado de forma seletiva com finalidade política é ilegal e imoral”, disse.
O parlamentar acrescentou que o caso “remete aos tempos sombrios da ditadura militar” e “merece apuração e punição exemplar”.
O deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE) também resumiu a denúncia como “grave” e ressaltou que o caso precisa ser investigado com “seriedade”.
“É essencial identificar e responsabilizar quem quer que tenha determinado tal medida, que é incompatível com o estado de direito e o regime democrático”, afirmou.
O deputado federal Fernando Rodolfo (PL), por outro lado, defendeu a atuação policial. “O Estado está fazendo sua parte, que é combater o crime organizado e a prática de corrupção. Denúncias precisam ser apuradas, foi o que a Polícia Civil fez”, destacou ao R7 Planalto.
Entenda
De acordo com depoimentos que o Domingo Espetacular teve acesso, policiais civis de Pernambuco monitoraram o secretário de administração de Recife, Gustavo Monteiro, e o irmão dele, assessor na prefeitura. Os agentes chegaram a colocar um rastreador no carro da família.
O motivo do monitoramento foi uma suposta denúncia anônima sobre recebimento de propina por parte de um servidor, mas não houve abertura de inquérito por falta de provas. A prefeitura de Recife repudiou o uso indevido das forças policiais, considerando a ação ilegal.
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