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Deputados criticam uso da polícia para espionar opositores em Pernambuco: ‘Absurdo’

Parlamentares do estado nordestino criticam uso da inteligência da Polícia Civil para ‘perseguição de adversários’

R7 Planalto|Edis Henrique Peres, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Deputados de Pernambuco criticam uso da Polícia Civil para monitorar opositores políticos.
  • A deputada Maria Arraes classificou o episódio como grave e fez um apelo por investigação rigorosa.
  • Deputado Felipe Carreras considerou a operação policial um "absurdo" e um atentado à democracia.
  • Monitoramento de um secretário de Recife envolveu até o uso de rastreador em seu veículo.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Polícia do estado teria sido usada para perseguir adversários políticos Reprodução/Polícia Civil de Pernambuco - arquivo

Deputados de Pernambuco se manifestaram nesta segunda-feira (26) contra o uso da Polícia Civil do estado para monitorar opositores políticos em Recife. O caso foi noticiado pelo Domingo Espetacular neste fim de semana.

Para a deputada Maria Arraes (Solidariedade-PE), o episódio é extremamente grave. “As denúncias indicam que a Polícia Civil pode ter sido instrumentalizada para espionagem e perseguição de adversários políticos, sem qualquer ordem judicial. Isso remete a práticas autoritárias que pensávamos ter ficado no passado, semelhantes à chamada Abin paralela”, citou.


A parlamentar defendeu uma investigação rigorosa, inclusive com atuação da Polícia Federal, para identificar os responsáveis e assegurar que “esse tipo de abuso não fique impune”.

Para o deputado Felipe Carreras (PSB-PE), a operação da polícia civil que monitorou um secretário de Recife foi um “absurdo”.


“Algo abominável, sujo e covarde. Um atentado à democracia. Algo nunca visto na história política de Pernambuco, mesmo nos momentos mais acirrados de disputas. Usar a polícia do estado de forma seletiva com finalidade política é ilegal e imoral”, disse.

O parlamentar acrescentou que o caso “remete aos tempos sombrios da ditadura militar” e “merece apuração e punição exemplar”.


O deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE) também resumiu a denúncia como “grave” e ressaltou que o caso precisa ser investigado com “seriedade”.

“É essencial identificar e responsabilizar quem quer que tenha determinado tal medida, que é incompatível com o estado de direito e o regime democrático”, afirmou.


O deputado federal Fernando Rodolfo (PL), por outro lado, defendeu a atuação policial. “O Estado está fazendo sua parte, que é combater o crime organizado e a prática de corrupção. Denúncias precisam ser apuradas, foi o que a Polícia Civil fez”, destacou ao R7 Planalto.

Entenda

De acordo com depoimentos que o Domingo Espetacular teve acesso, policiais civis de Pernambuco monitoraram o secretário de administração de Recife, Gustavo Monteiro, e o irmão dele, assessor na prefeitura. Os agentes chegaram a colocar um rastreador no carro da família.

O motivo do monitoramento foi uma suposta denúncia anônima sobre recebimento de propina por parte de um servidor, mas não houve abertura de inquérito por falta de provas. A prefeitura de Recife repudiou o uso indevido das forças policiais, considerando a ação ilegal.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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