Fraudes do INSS: servidor investigado pela PF envia relatório para a CPMI
Weslley Martins foi nomeado por Lea Bressy coordenador de Gestão do instituto, mas pediu exoneração do cargo na última semana
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Weslley Martins, ex-coordenador de Gestão do Relacionamento com o Cidadão do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e investigado por suposta concessão de seguros-defeso no Nordeste do país, enviou relatório com todas as informações sobre o caso para a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) que trata do assunto no Congresso Nacional.
Ao R7 Planalto, Weslley Martins afirmou que o papel do instituto é analisar protocolos de seguro-defeso aprovados pelo Ministério da Pesca. O benefício é pago a pescadores durante o período da piracema, época de reprodução dos peixes em que a pesca fica proibida, para preservação das espécies.
O caso no qual Weslley é investigado chegou a ser mencionado por um parlamentar durante a sessão da CPMI na última semana. Na ocasião, o presidente do INSS, Gilberto Waller, foi questionado sobre a nomeação do servidor.
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Weslley se defendeu e afirmou que a própria autarquia orienta aos gestores que façam acordos técnicos, além de que seguiu parâmetros legais.
“Nada disso, nem de longe, é competência minha ou do INSS ou de ações fraudulentas. Inclusive, estou encaminhando o relatório para a CPMI e ao INSS, acerca dos acordos feitos, e solicitando, eu mesmo, que meus atos sejam averiguados e [que analisem] se há alguma fraude em realizar acordos de cooperação técnica”, completou Weslley.
Briga interna
Martins está no epicentro de um mal-estar no INSS desde que foi nomeado por Lea Bressy para assumir o cargo de coordenador de Gestão, durante as férias de Gilberto Waller. A medida era desaprovada pelo presidente porque o servidor era alvo da investigação da PF (Polícia Federal) em torno do benefício pago a pescadores.
Sobre esse ponto, Martins comentou: “Eu nunca entendi o motivo de eu ser mencionado ou por que a minha nomeação causou tanto mal-estar”. “Realmente, fiz tudo que a própria instituição pedia que fosse feito. Nenhum dos meus acordos de cooperação técnica foram de descontos associativos ou que permitisse qualquer entidade a fazer algo que prejudicasse o segurado”, ressaltou.
Weslley também negou que os acordos feitos por ele incrementassem o número de beneficiários do seguro-defeso. “Na verdade, quem aumentou isso foi o Ministério da Pesca, reconhecendo milhares de novos registros no Maranhão. Inclusive, vários deles têm sido cancelados em operações da PF e da CGU [Controladoria-Geral da União], o que nada tem a ver com o INSS. O instituto não é reconhecedor da condição de pescador”, disse.
O servidor acrescentou que pediu exoneração do cargo de coordenador porque, desde que começou na função, não teve tranquilidade nem espaço para ser sido ouvido. “Nunca querem saber meu lado, o que aconteceu. Então, se estou gerando tanto desgosto, prefiro pedir para sair e ficar com minha família, em paz”, concluiu.
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