A aposta do governo para empurrar a sabatina de Messias para 2026
Alcolumbre disse que sabatina do indicado vai acontecer em ‘momento oportuno’

Após pública resistência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para com a indicação do ministro da AGU, Jorge Messias, ao STF, o governo Lula aposta todas as fichas no presidente da CCJ do Senado, Otto Alencar (PSD-BA) para segurar a sabatina de Messias até o ano que vem. A intenção é evitar que o indicado seja votado agora, no calor da emoção de senadores que defendiam a indicação de Rodrigo Pacheco.
Na segunda-feira, Alcolumbre enviou um recado ao governo, de que a sabatina vai acontecer em um “momento oportuno”, sem uma data. Apesar disso, fontes ouvidas pelo R7 Planalto disseram que o presidente do Senado estaria disposto a votar até mesmo amanhã a indicação, o que poderia aumentar as chances de reprovação de Messias.
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Mas, como é a CCJ que sabatina e designa um relator para os indicados ao STF, o governo considera que o senador baiano aliado do governo vai conseguir segurar a sessão enquanto o governo precisar, o que daria tempo para Messias fazer o “beija-mão” nos senadores e conquistar maioria favorável.
Como só restam pouco mais de três semanas para o início do recesso parlamentar, deixar a votação para 2026 virou a melhor opção para o governo.
O Palácio do Planalto considera que Otto é aliado regional, na Bahia, e vai conseguir ajudar na votação do nome de Messias. O PT já compôs com o PSD nas eleições da Bahia. Além disso, o líder do governo no Senado, Jacques Wagner (PT-BA), é correligionário de Otto.
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