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Governo vai desembolsar R$ 560 mil para quarentena de três diretores e um secretário de Lula

Comissão de Ética vê conflito de interesses em pedidos de ex-membros da administração federal para atuar na iniciativa privada

R7 Planalto|Edis Henrique Peres, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Governo federal destina R$ 560 mil para a quarentena de quatro ex-membros da administração Lula durante seis meses.
  • A medida visa evitar conflitos de interesse enquanto eles transitam para a esfera privada.
  • A quarentena se aplica a Tasso Mendonça Júnior, Christiany Salgado Faria, Verônica Sánchez da Cruz Rios e Marcos Barbosa Pinto.
  • Todos devem abster-se de usar informações privilegiadas e consultar a Comissão de Ética para novas oportunidades de trabalho.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Montagem que reúne fotografias dos quatros servidores que estão sob quarentena: ex-diretor da Agência Nacional de Mineração, Tasso Mendonça Júnior; diretora do Departamento de Planejamento e Outorgas de Geração de Energia Elétrica do MME (Ministério de Minas e Energia), Christiany Salgado Faria;  ex-diretora-presidente da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, Verônica Sánchez da Cruz Rios; e o ex-secretário de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, Marcos Barbosa Pinto
Tasso, Marcos, Christiany e Verônica estão sob quarentena após deixarem seus cargos Montagem: Reprodução/ANM - arquivo, Marcelo Camargo/Agência Brasil - 06.12.2023, Reprodução/ Likedin @ChristianySalgadoFaria - 18.07.2025, Geraldo Magela/Agência Senado - arquivo

O governo federal vai desembolsar cerca de R$ 560 mil nos próximos seis meses para manter a quarentena de três diretores e um secretário da administração federal. A medida ocorre enquanto a Comissão de Ética da Presidência da República avalia o potencial conflito de interesses entre a saída desses ex-ocupantes de cargos públicos e a atuação na esfera privada.

A decisão é da primeira reunião da Comissão de Ética deste ano, realizada na semana passada, e prevê que os ex-membros do governo fiquem pelo menos seis meses sem atuar em áreas similares às quais tiveram acesso à informação privilegiada.


A quarentena foi aplicada ao ex-diretor da Agência Nacional de Mineração, Tasso Mendonça Júnior; à ex-diretora do Departamento de Planejamento e Outorgas de Geração de Energia Elétrica do MME (Ministério de Minas e Energia), Christiany Salgado Faria; à ex-diretora-presidente da ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico), Verônica Sánchez da Cruz Rios; e ao ex-secretário de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, Marcos Barbosa Pinto.

Com a decisão, os quatro receberão, pelo período de seis meses, o mesmo salário de quando estavam à frente de seus cargos.


Veja os valores

  • Tasso Mendonça Júnior: média de R$ 16.689,38 (valor líquido);
  • Marcos Barbosa Pinto: média de R$ 16.689,38 (valor líquido);
  • Christiany Salgado Faria: média de R$ 25.384,23 (valor líquido) e
  • Verônica Sánchez da Cruz Rios: média de R$34.703,04 (valor líquido).

Onde pediram para atuar

Ex-diretor da Agência Nacional de Mineração, Tasso Mendonça Júnior:

Tasso Mendonça Júnior solicitou à Comissão de Ética autorização para exercer o cargo de diretor na empresa Axía Mineração S.A. No entanto, como o ex-diretor da Agência Nacional de Mineração teve acesso a informações privilegiadas, os conselheiros avaliaram que ele deveria cumprir o período de quarentena antes de atuar no setor privado. Tasso Júnior deixou a diretoria em 4 de dezembro do ano passado.

Ex-secretário de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, Marcos Barbosa Pinto:

O ex-secretário da Fazenda, que deixou o cargo no dia 2 de janeiro, pretendia criar uma sociedade empresarial voltada à gestão de recursos de terceiros, com foco na administração de fundos.


Diretora do Departamento de Planejamento e Outorgas de Geração de Energia Elétrica do MME, Christiany Salgado Faria:

Christiany Faria recebeu proposta para atuar como especialista em relações institucionais na empresa Axia Energia Norte. A diretora pretende pedir licença de seu posto efetivo de Analista de Infraestrutura no Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos para assumir a função na iniciativa privada.

Ex-diretora-presidente da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, Verônica Sánchez da Cruz Rios:

Verônica Rios recebeu convite para atuar como consultora na Schertel Ferreira Mendes Advogados. Ela deixou a ANA em meados de janeiro. Os conselheiros, no entanto, avaliaram que ela teve acesso a informações sensíveis e, por isso, deve cumprir a quarentena.


Informações privilegiadas

Nos quatro casos, a Comissão de Ética ressaltou que, para além da quarentena, todos estão proibidos de utilizar informações privilegiadas obtidas durante o exercício de seus cargos. Os ex-integrantes do governo também devem consultar o colegiado caso surjam novas oportunidades profissionais que possam configurar conflito de interesses.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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