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Guerra no Irã coloca pressão por aumento da quantidade de biodiesel no diesel brasileiro

Pesquisa alerta sobre aumento de até R$ 0,70 por litro de combustível; hoje, 30% do diesel usado internamente é importado

R7 Planalto|Edis Henrique Peres, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A guerra no Irã aumenta a pressão para a aprovação da B16, que eleva o uso de biodiesel de 15% para 16% no diesel brasileiro.
  • O vice-presidente do Grupo Potencial destaca que a medida melhora a segurança de abastecimento e reduz a dependência de diesel importado.
  • A ValeCard aponta que a tensão no Oriente Médio exige atenção ao equilíbrio do diesel no Brasil, dado que 25% a 30% do diesel é importado.
  • Impactos nos preços do diesel podem chegar a R$ 0,70 por litro devido ao cenário internacional do petróleo e suas influências no mercado interno.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Setor quer aumentar biodiesel para manter equilíbrio do mercado interno Bruno Veiga/Agência Petrobrás - arquivo

A guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã coloca pressão sobre a aprovação de uma medida que aumenta a quantidade de biodiesel no combustível brasileiro. A chamada B16, que prevê subir de 15% para 16% a participação do biodiesel no diesel vendido no país, já era um tema previsto para ser discutido agora, em março. No entanto, com o conflito no Oriente Médio, que pode afetar o preço do petróleo em todo o mundo, o tema ganhou mais impacto.

Na avaliação do vice-presidente do Grupo Potencial, Carlos Eduardo Hammerschmidt, o aumento é “um ajuste simples na regra, mas com efeito relevante: melhora a segurança de abastecimento, reduz a exposição ao diesel importado e ajuda a suavizar oscilações de preço quando o cenário internacional pressiona o petróleo”.


Hammerschmidt detalha, contudo, que a deliberação sobre o tema ainda não tem uma data definida. O assunto precisa ser discutido pelo Ministério de Minas e Energia.

Para André Lavor, CEO da Binatural, “não se trata de reagir pontualmente a um episódio envolvendo um país produtor de petróleo. Trata-se de construir resiliência energética em um mundo cada vez mais volátil”. “Segurança energética não é um conceito abstrato, é estabilidade econômica, proteção contra choques externos e é, sobretudo, uma decisão estratégica de Estado”, completa.


Análise feita pela ValeCard a respeito do tema revela que a tensão no Oriente Médio exige atenção ao equilíbrio do diesel no Brasil, principalmente devido à cautela no tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo transportado globalmente por via marítima.

A ValeCard explica que, embora o Brasil produza grande parte do petróleo que consome, ele ainda importa 25% a 30% do diesel utilizado internamente, fundamental para abastecer regiões mais distantes das refinarias, como Norte e Nordeste.


Segundo Marcelo Braga, diretor de Mobilidade e Operações da ValeCard, o momento exige leitura técnica e monitoramento constante.

“Quem depende diretamente de diesel precisa acompanhar de perto a dinâmica entre preço internacional, câmbio e política de repasse. O mercado funciona por equilíbrio econômico. Em momentos de tensão prolongada, a paridade deixa de ser apenas uma referência de preço e passa a ser instrumento de garantia de oferta. O gestor que se antecipa revisando contratos, avaliando estoques e projetando custo de reposição protege margem e continuidade operacional”, afirma Braga.


Na avaliação da ValeCard, o impacto por litro de diesel pode chegar a R$ 0,70, caso haja repasse integral dos impactos no mercado internacional dentro do mercado interno. O cálculo considera um cenário hipotético do preço do barril de petróleo próximo a US$ 100 e com o dólar variando entre R$ 5,00 e R$ 5,50.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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