Há 1 mês, Câmara convidou Múcio para tratar de estratégia diante de escalada de tensão na Venezuela
Capturado pelos EUA, Nicolás Maduro está preso desde o último sábado em penitenciária do Brooklyn, nos Estados Unidos

Pouco mais de um mês antes de os EUA iniciarem a operação na Venezuela, que resultou na prisão do ditador Nicolás Maduro, a Comissão de Relações Exteriores da Câmara aprovou um convite ao ministro da Defesa, José Múcio, para discutir as estratégias da pasta em relação à fronteira do Brasil com o país, diante da “escalada” de tensões entre a Venezuela e os EUA.
De autoria do deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), o requerimento foi aprovado em 10 de dezembro e subscrito pelos deputados André Fernandes (PL-CE) e Sargento Fahur (PSD-PR). Cerca de uma semana depois, o recesso parlamentar começou.
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No documento, Bragança também pede que Múcio trate na comissão dos planos de preparo e emprego das Forças Armadas na região.
“A escalada de tensões entre o regime chavista de Nicolás Maduro e os Estados Unidos, com o aumento da presença militar norte-americana no Caribe e operações ostensivas contra o narcotráfico, deixa de ser um tema distante e passa a afetar diretamente a segurança nacional brasileira”, argumentou o deputado.
Conforme Bragança, a fronteira do Brasil com a Venezuela pode se tornar “potencial zona de pressão migratória, de expansão do crime organizado e de possível transbordamento do conflito”.
“Além da questão militar clássica, o Brasil pode ser alvo de uma fuga organizada de quadros da ditadura venezuelana — oficiais, agentes de inteligência e membros leais ao governo Maduro — que, sob o pretexto de refúgio político, busquem transformar o território nacional em rota de fuga e plataforma de reorganização do chavismo", concluiu.
Maduro está preso desde o último sábado em uma prisão federal no Brooklyn. Ontem, ele passou por audiência na Justiça americana e alegou ser inocente.
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