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Lula antecipa tarifa zero de olho na eleição, mas custos desafiam proposta no Congresso

Gratuidade no transporte chegou a ser cotada em plano do governo, mas texto foi antecipado com saída rápida via emendas e não convenceu Motta

R7 Planalto|Lis Cappi, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Lula antecipa proposta de tarifa zero no transporte público antes do segundo turno das eleições.
  • Custo estimado da tarifa zero é de R$ 10 bilhões por ano, com desafios para encontrar fontes de financiamento.
  • Presidente da Câmara, Hugo Motta, descarta uso de emendas parlamentares, mas apoia a proposta.
  • Plano inclui PEC para gratuidade aos fins de semana e feriados, com possibilidade de ampliação para todos os dias.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Especialistas apontam que Lula não aprendeu lições da esquerda estrangeira Diego Vara/REUTERS - 19.10.2026

A tarifa zero, que chegou a ser avaliada para integrar o plano de governo de Lula em caso de reeleição, será enviada ao Congresso a poucos dias do segundo turno eleitoral, com desafio da fonte de financiamento. O custo estimado da proposta é de R$ 10 bilhões por ano, e o governo terá de buscar recursos fora das emendas parlamentares.

A possibilidade de bancar a medida com o apoio de deputados e senadores é a principal aposta do Planalto, mas foi descartada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos). Ele chegou a elogiar o teor do texto, que deve ser protocolado nesta semana, mas afastou a possibilidade atrelada à destinação de recursos de parlamentares.

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O plano de Lula é formalizar uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que garanta a gratuidade no transporte público aos fins de semana e feriados. Aliados do petista veem essa adequação como um primeiro passo e consideram haver espaço para ampliar o benefício a todos os dias da semana. Nesse cenário, o custo estimado chegaria a R$ 90 bilhões por ano, conforme mostrou a coluna.

A tarifa zero ainda estava em fase de análises do governo, mas passou a integrar o conjunto de medidas anunciado por Lula às vésperas da eleição. Entre outras iniciativas, estão o reajuste do Bolsa Família, que entrou em vigor nesta semana, o fim das bets e uma nova fase do programa de renegociação de dívidas Desenrola.

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As medidas buscam reverter o favoritismo do adversário, Flávio Bolsonaro (PL), na disputa eleitoral. O senador terminou o primeiro turno à frente, com 47,03% dos votos, ante 45,16% do presidente. Na segunda fase de campanha, Lula passou a aparecer em situações de empate técnico nas pesquisas de intenção de voto. O resultado será conhecido após a apuração das urnas, no próximo domingo, 25.

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