Lula e Flávio Bolsonaro chegam à eleição após mudança de rota na campanha e aposta final em berços políticos
Candidatos mudaram estratégia no 2º turno, mas mantiveram foco nos maiores colégios eleitorais; no Sul, só houve atos no RS
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) chegam à eleição após mudanças de rota que marcaram a disputa presidencial no segundo turno. Ao longo de 20 dias, os adversários definiram estratégias com base nos resultados de 4 de outubro, que contaram com vantagem para Flávio. Na fase inicial da campanha, o senador priorizou acordos políticos, enquanto as principais mobilizações em favor de Lula partiram de fora da campanha oficial: apoiadores tomaram a iniciativa e se organizaram para pautar conteúdos nas redes sociais e promover atos pelo país.
Aliados de Flávio também intensificaram as ações digitais na segunda fase da campanha e foram às ruas em apoio ao candidato. O PL encerrou sua campanha no Rio de Janeiro, estado mais visitado pelo senador durante a disputa: Flávio esteve em seu berço político dez vezes, considerando os dois turnos. O número de agendas no estado equivale ao total de compromissos de Lula em todo o segundo turno. O petista também concentrou sua agenda em São Paulo e realizou o último ato na Avenida Paulista.
Leia Mais
Os dois também buscaram eleitores de Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, com visitas a cidades mineiras. Lula esteve em Juiz de Fora e Ipatinga em 16 de outubro, um dia depois de Flávio visitar Capelinha. Na véspera da eleição, o senador também foi a Belo Horizonte. Os dois candidatos também buscaram votos na Bahia.
O Sul contou com menos foco das campanhas, e os dois candidatos concentraram seus atos no Rio Grande do Sul. O estado apresentou a menor margem de vantagem de Flávio em relação a Lula entre os estados da região: o senador obteve 55,64% dos votos no primeiro turno, contra 35,73% do petista. Além dos trajetos oficiais, divulgados pelos próprios candidatos, aliados fizeram eventos próprios sem a presença dos políticos.
A rota da campanha
Nos primeiros dias da campanha, Flávio apostou na articulação de apoios políticos e procurou adversários da direita e candidatos que tentaram construir uma terceira via no primeiro turno. No entanto, a redução da rejeição a Lula na segunda fase da campanha levou o senador a retomar atos tradicionais. Ele voltou às ruas e reforçou a busca por votos no Ceará. Além da Bahia, o estado foi o único do Nordeste a receber uma visita do senador na segunda fase da campanha. Flávio também voltou ao Amazonas e ao Pará.
Lula, por sua vez, deixou o Norte fora da agenda de campanha no segundo turno e intensificou as visitas ao Nordeste. O presidente foi ao Maranhão e à Paraíba, estados que não haviam recebido atos seus no primeiro turno. Também esteve em Pernambuco, seu estado natal. Lula ainda se diferenciou de Flávio pela realização de atos no Distrito Federal: uma mobilização em Ceilândia marcou o início de sua agenda de rua no segundo turno, enquanto os compromissos do senador na capital se concentraram em eventos internos.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp















