Ministério da Saúde quer realizar 2.000 procedimentos médicos com indígenas do Amazonas
Medida do programa Agora Tem Especialistas começa nesta quarta-feira (25) e segue até o início de março
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O Ministério da Saúde inicia, nesta quarta-feira (25), um mutirão para realizar 2.000 atendimentos médicos em indígenas do Amazonas. A medida faz parte do programa Agora Tem Especialistas e envolve consultas clínicas, cirurgias e capacitação de profissionais locais, segundo apuração do R7 Planalto.
De acordo com fontes da pasta, a ação ocorre na região do Alto Rio Negro, no noroeste do estado, focando em serviços de média e alta complexidade. Ao todo, a pasta pretende ofertar cerca de duas mil consultas especializadas e 60 procedimentos cirúrgicos.
Os atendimentos serão realizados no hospital de Guarnição de São Gabriel da Cachoeira e, de forma itinerante, em aldeias próximas. No ano passado, após o lançamento do programa Agora Tem Especialistas, a pasta contabilizou 21 mil atendimentos em territórios indígenas por todo o país.
Veja especialidades previstas:
- Clínica Médica,
- Pediatria,
- Ginecologia e Obstetrícia,
- Ortopedia; e
- Oftalmologia.
A ação conta com o apoio da AgSUS (Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS) e execução técnica do Hospital Israelita Albert Einstein.
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Entrega de óculos
Os indígenas também terão acesso à entrega de óculos, nos casos de lentes pré-fabricadas. Pacientes com indicação para cirurgia de pterígio ou catarata, bem como aqueles que necessitem de acompanhamento para glaucoma, serão encaminhados ao DSEI Alto Rio Negro.
Atualmente, a unidade atende mais de 26 mil indígenas em 653 aldeias, onde barreiras geográficas e logísticas historicamente dificultam o acesso à atenção especializada.
O objetivo do ministério é de que o mutirão alcance os polos-base de Balaio, Juruti, Taperera e Ilha das Flores, beneficiando povos como Tukano, Baniwa, Yanomami, Baré e Desana.
Para a diretora do Departamento de Atenção Primária à Saúde Indígena, Putira Sacuena, a ação fecha um ciclo completo de cuidado: vai desde a avaliação pré-operatória ao acompanhamento no pós-operatório, garantindo segurança clínica e continuidade da atenção.
“A expectativa é reduzir significativamente a demanda reprimida de pacientes indígenas cadastrados no Sistema de Regulação e contribuir para a melhoria do acesso à saúde especializada nas regiões de difícil acesso, minimizando o deslocamento dos pacientes de suas respectivas aldeias. Por isso, foi feito todo um planejamento para o acompanhamento no pré e no pós-operatório”, explicou.
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