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Ministra cobra ações integradas entre governo federal e entes locais para reduzir feminicídio

Márcia Lopes afirmou que Brasília não consegue resolver todos os problemas sozinho e defendeu padrão de gestão nacional

R7 Planalto|Edis Henrique Peres, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, ressaltou a necessidade de ações integradas entre o governo federal e os estados para combater o feminicídio.
  • Ela destacou que Brasília não pode resolver todos os problemas sozinha e que é crucial um padrão de gestão e planejamento das metas.
  • Nove estados ainda não aderiram a políticas do governo federal para mulheres vítimas de violência, dificultando resultados eficazes.
  • Márcia criticou a falta de secretarias exclusivas para tratar de políticas para mulheres em alguns estados, ressaltando a importância do diálogo entre os ministérios.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ministra cobrou ações integralizadas entre os entes federativos e defendeu adesão dos municípios Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil - 25.02.2026

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, afirmou nesta quarta-feira (25) que o governo federal, sozinho, não consegue resolver todos os problemas do país relacionados ao alto número de feminicídios. Segundo a titular da pasta, é necessário uma gestão articulada e um padrão de gestão, com planejamento das metas, para obter resultados no combate a violência contra à mulher.

“Não é Brasília que vai resolver todos os problemas do país. Se [governos locais] não se juntarem, não ter um padrão de gestão e planejamento de metas, os resultados vão demorar muito mais tempo para chegar”, afirmou.


O posicionamento de Márcia foi feito após ser questionada pelo R7 Planalto — em participação da coluna no programa Bom dia, Ministra. Na ocasião, a reportagem questionou sobre a falta de adesão dos estados em políticas do governo federal, como a normativa que prevê 8% de vagas da administração pública para mulheres vítimas de violência.

Conforme revelado pela reportagem, nove estados ainda não aderiram ao processo, sendo que seis dizem estar em processo de adesão, e três não se manifestaram sobre o tema.


No posicionamento, Márcia também criticou os governos que não estruturam pastas exclusivas para tratar de políticas para mulheres.

“Tem estado que ainda não tem uma secretária exclusiva de políticas para mulheres e quando não tem essa estrutura é muito mais difícil dialogar. Como Ministério das Mulheres, por exemplo, eu obrigatoriamente preciso conversar com o Ministério da Saúde, do Esporte, da Segurança Pública, ou seja, se não houver esse entendimento, esse compromisso político e convencimento de todos os atores e agentes públicos, não vamos avançar”, alertou.


Dados alarmantes

Em 2025, o Brasil bateu o recorde de feminícidios em um único ano, com pelo menos 1.470 casos— uma média de quatro episódios por dia. No começo do ano, o presidente Lula assinou ao lado dos presidentes da Câmara, Hugo Motta, e Senado, Davi Alcolumbre, e do STF, Edson Fachin, o “Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio”.

O pacto tem quatro pilares:

  • Prevenção educacional: inserção de conteúdos sobre igualdade de gênero e prevenção à violência em todas as etapas do ensino básico;
  • Proteção digital: novas ferramentas para monitorar e punir a violência online e o stalking, identificados como sinais de alerta prévios ao crime físico;
  • Aceleração jurídica: criação de protocolos para que medidas protetivas sejam concedidas e notificadas via canais eletrônicos em questão de minutos;
  • Apoio às vulneráveis: orçamento específico para redes de acolhimento voltadas a mulheres negras, indígenas e periféricas, que compõem a maioria das vítimas.
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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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