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MPF apura listas de boicote a pessoas e comércios por posição política no pós-eleição

Procedimento busca acompanhar denúncias de perseguição e intimidação no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná

R7 Planalto|Amanda Almeida, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O MPF iniciou um procedimento para investigar denúncias de perseguição e intimidação por posicionamento político após as eleições presidenciais.
  • Listas de boicote a pessoas e comércios circulam em aplicativos de mensagens e redes sociais, especialmente na Serra Gaúcha e Santa Catarina.
  • O MPF destaca que tais práticas violam princípios constitucionais, como dignidade humana e pluralismo político.
  • O STF reforça que a liberdade de expressão não protege ações que incentivam ódio e discriminação.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Denúncias do crime de assédio eleitoral serão apuradas pelo MPF Alejandro Zambrana/Secom/TSE

A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, órgão do MPF (Ministério Público Federal), abriu procedimento administrativo para acompanhar a apuração de denúncias de perseguição e intimidação contra pessoas e estabelecimentos comerciais por posicionamento político após as eleições presidenciais.

O MPF cita a circulação de listas em aplicativos de mensagens e redes sociais com nomes de pessoas e comércios que seriam alvo de boicote por suas posições políticas.

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Segundo portaria, foram registrados episódios na Serra Gaúcha, nos municípios de Nova Petrópolis, Caxias do Sul, Gramado e Canela. O documento também menciona que práticas semelhantes estão sendo denunciadas em outras unidades da Federação, incluindo Santa Catarina.

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O MPF pontua que a divulgação dessas listas para promover boicote comercial e constrangimento social por convicção política viola princípios constitucionais, como a dignidade da pessoa humana, o pluralismo político e a igualdade.

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A portaria também cita o entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal) de que a liberdade de expressão não protege condutas destinadas a incentivar o ódio, a discriminação e a exclusão social.

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