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Mulher de ex-coronel da PM condenado no 8 de Janeiro não é eleita e fica de fora da Câmara

Mariana Naime se candidatou para deputada federal pelo PL, marido foi condenado a 16 anos de prisão

R7 Planalto|Edis Henrique Peres, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Mariana Naime, esposa do ex-coronel Jorge Eduardo Naime, não foi eleita para a Câmara dos Deputados.
  • Jorge Eduardo Naime foi condenado a 16 anos de prisão por omissão nos atos de 8 de Janeiro.
  • Mariana era uma aposta do Partido Liberal, que tentou eleger pessoas envolvidas na invasão dos Três Poderes.
  • A defesa de Naime argumentou que ele estava de folga e não tinha dever jurídico de atuar nos eventos daquele dia.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Mariana Naime e coronel Naime, condenado no julgamento do 8/1 Reprodução/Redes Sociais - arquivo

Mulher do ex-coronel da PM (Polícia Militar) Jorge Eduardo Naime preso no 8 de Janeiro, Mariana Naime não conseguiu entrar na Câmara dos Deputados, mas ficou como suplente. Mariana era uma aposta do PL (Partido Liberal), que tentou alavancar diversas candidaturas de pessoas envolvidas com a invasão dos Três Poderes quando o ex-presidente Jair Bolsonaro perdeu as eleições em 2022.

Jorge Eduardo Naime foi condenado a 16 anos de prisão por omissão nos atos do 8 de Janeiro. Naime é um dos sete PMs que foram investigados pelos atos de 8 de Janeiro por suposta omissão. Na época, o coronel era comandante do Departamento de Operações, mas estava de folga no dia das manifestações.

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A defesa de Naime reforçou durante o processo que, na data dos fatos, ele “estava legalmente licenciado, com substituto designado e sem qualquer dever jurídico de atuação, portanto, não participou do planejamento das ações, atribuição que sequer competia ao seu departamento, conforme o Plano de Operações 002 da PMDF.”

“Não foi incluído nos canais institucionais de decisão, não compareceu a reuniões e tampouco foi convidado para elas. Não autorizou escalas operacionais, tampouco recebeu alertas da Secretaria de Segurança Pública do DF”, diz.

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A nota acrescenta ainda que: “as decisões que alteraram o ponto de concentração da manifestação, à revelia de quem planejou, e autorizaram a descida à Esplanada foram tomadas por instâncias superiores e no âmbito da SSP, sem qualquer ciência ou anuência de Naime — justamente por se encontrar formalmente afastado de suas funções e por não ter o dever legal de planejamento nesse caso”.

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