O SUS mais próximo da China e a defesa de Alexandre Padilha por integração
Vacina contra a dengue, produção de insulina e acupuntura são exemplos de pontos de encontro entre o Brasil e o país asiático
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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou de um evento de aproximação do governo chinês com o Brasil nesta terça-feira (10) e destacou os acordos técnicos entre os dois países. Em seu discurso, Padilha anunciou que o governo já recebeu a adesão formal do gigante asiático à Coalizão Global para o Acesso a Medicamentos, iniciativa lançada durante a presidência brasileira do G20.
“Isso significa fortalecer a parceria dos Brics para que possamos produzir cada vez mais medicamentos, tecnologias e terapias e garantir o acesso à população do Brasil e do mundo”, afirmou.
O ministro declarou ainda que o SUS (Sistema Único de Saúde) está cada vez mais próximo da China e defendeu a ampliação de parcerias estratégicas. O ministro destacou como marco o início da vacinação contra a dengue, produção 100% nacional, mas que apenas será possível com a ampliação da capacidade do Butantan.
“A vacina só chegará ao braço de cada brasileiro e cada brasileira graças a uma parceria estratégica com a empresa chinesa Voxi”, ressaltou. De acordo com ele, a cooperação permitirá elevar em até 30 vezes a capacidade produtiva atual.
Produção nacional
O retorno da produção de insulina, garantida por meio de uma parceria entre a Fiocruz e a farmacêutica chinesa Gan & Lee (Gangli), também é motivo de destaque. Com a medida, o Brasil vai fabricar a insulina glargina, tecnologia de aplicação única diária.
“Isso só é possível porque a gente voltou a produzir insulina aqui no Brasil. A gente só faz isso por conta da transferência de tecnologia da Gangli, que hoje é a maior produtora desse tipo de insulina no mundo”, observou o ministro. A distribuição já começou na região Sul e deve ser ampliada gradualmente.
A relação entre o Sistema Único de Saúde e o gigante asiático também envolve o financiamento para a construção de uma rede de hospitais equipada com inteligência artificial, monitoramento integrado e tecnologias de medicina de precisão desenvolvidas na China.
Por fim, o ministro destacou a sanção da lei que regulamenta a acupuntura no Brasil. E anunciou que, em março, deve viajar ao país asiático em busca de novos acordos de cooperação tecnológica na área da saúde.
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