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Seis a cada dez mulheres com câncer de mama iniciam tratamento em até 60 dias

Ministério, contudo, não tem informações sobre o tempo de espera de 11 mil pacientes, segundo levantamento do R7 Planalto

R7 Planalto|Edis Henrique Peres, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Oito em cada dez mulheres com câncer de mama no SUS iniciaram tratamento em menos de 60 dias em 2023, um aumento em relação aos 57,1% de 2025.
  • O Ministério da Saúde visa reduzir o tempo de diagnóstico de 25 para cinco dias com o Super Centro Brasil de Diagnóstico para o Câncer.
  • O Programa Agora Tem Especialistas expandiu os serviços do SUS, incluindo 120 carretas de saúde para exames e consultas em regiões de difícil acesso.
  • Novos medicamentos e testes genéticos foram incorporados ao SUS, além de um aumento significativo no valor pago para procedimentos de reconstrução mamária.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Nos três primeiros anos de governo, 60% das mulheres esperavam mais de 60 dias Secom/PMI - arquivo

Seis a cada dez mulheres com câncer de mama iniciaram tratamento em até 60 dias, segundo dados do painel de oncologia do Ministério da Saúde consultado pelo R7 Planalto. Ao todo, 9.057 mulheres já foram atendidas este ano, sendo 67,8% no prazo de dois meses. O painel, no entanto, não conta com informações sobre outros 11 mil atendimentos, que estão sem detalhamento sobre o tempo de espera e podem jogar a média para cima ou para baixo.

O resultado alcançado até o momento, contudo, é melhor do que a média dos três primeiros anos da gestão Lula: entre 2023 e 2025, seis a cada dez mulheres esperavam mais de dois meses para ter acesso ao tratamento adequado.

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Questionado sobre o tema, o Ministério da Saúde informou que conseguiu reduzir o tempo de espera para diversos pacientes com câncer. Em índices gerais, oito em cada dez pacientes oncológicos (englobando todos os diagnósticos atendidos no SUS) estão iniciando o tratamento em menos de dois meses agora em 2026. Até o ano passado, o percentual era de 57,1% pacientes iniciando o tratamento em 60 dias, contra 84,2% deste ano.

“Esse resultado acompanha a expansão dos serviços do SUS para pacientes com câncer por meio do Programa Agora Tem Especialistas, que busca reduzir o tempo de espera por consultas, exames, diagnósticos e cirurgias em todo o país”, diz a pasta.

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Uma das novas metas do Ministério, por exemplo, é reduzir o tempo médio de diagnóstico de 25 para cinco dias, com o Super Centro Brasil de Diagnóstico para o Câncer, parceria entre a pasta, o Inca (Instituto Nacional do Câncer) e o AC Camargo, que criou uma rede nacional de diagnóstico em anatomia patológica com uso de telemedicina.

“A estrutura tem capacidade para mil laudos por dia e 400 mil exames por ano. A meta é reduzir o tempo médio de diagnóstico de 25 para cinco dias”, explica.

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Rede de cuidado contra o câncer

A pasta disse que o ”Brasil está consolidando a maior rede pública de cuidado do câncer do mundo”. “Desde 2023, os serviços para diagnóstico e tratamento do câncer de mama cresceram de forma expressiva. No ano passado, o SUS bateu o recorde de realização de mamografias, com mais de 4,4 milhões de exames realizados. Além disso, a faixa etária para rastreamento mamográfico foi ampliada de 50 a 69 anos para 50 a 74 anos”, citou.

A pasta lista a expansão da rede de atendimento com o Programa Agora Tem Especialistas, que levou 120 carretas de saúde para realizar mamografias, ultrassonografias pélvicas, transvaginais, biópsias e consultas com especialistas para diversas regiões do país.

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A pasta detalha que investiu, pelo Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica, R$ 26,16 milhões em equipamentos para realização de biópsias guiadas por imagem, procedimento mais preciso e menos doloroso, e R$ 6,85 milhões na aquisição de mamógrafos.

Novos medicamentos na rede

O SUS também passou a oferecer o medicamento trastuzumabe entansina, que pode reduzir em até 50% a mortalidade por câncer de mama do tipo HER2 positivo, assim como o abemaciclibe, para o câncer de mama precoce.

“A incorporação do teste genético de alta precisão, capaz de identificar mutações hereditárias ligadas à doença; e o aumento do valor pago para procedimentos de reconstrução mamária, de R$ 700 para R$ 4.500”, citou.

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