Senado gasta R$ 10 milhões com escolta policial de parlamentares em 2026
Com eleições, valores atingem R$ 10 milhões a uma semana do 2º turno; policiais atendem Alcolumbre, Flávio Bolsonaro e outros cinco senadores
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
Impulsionado pelas eleições, o Senado gastou, até metade de outubro de 2026, quase R$ 10 milhões para bancar a escolta policial de parlamentares. O montante ainda deve crescer até o domingo de segundo turno e leva em conta despesas com a segurança de Davi Alcolumbre e outros seis senadores, entre eles, Flávio Bolsonaro.
Os valores foram calculados pelo R7 Planalto, a partir de gastos com passagens aéreas (R$ 4.018.325,35) e diárias (R$ 5.708.746,95) destinadas a policiais. A soma exata é de R$ 9.727.072,30, um número cinco vezes maior do que as despesas de todo o ano eleitoral de 2022, quando foram empregados R$ 1.810.245,85 com o mesmo fim. Naquele ano, três políticos faziam uso do serviço.
Os registros do Senado, consultados pela coluna na sexta-feira (16), não detalham destino nem quantas pessoas receberam os valores, por serem dados considerados sensíveis, mas a soma final representa o maior gasto da história do Senado com a modalidade de segurança.
Esse crescimento é atrelado às eleições por campanhas políticas que fazem uso da escolta terem ampliado viagens de parlamentares, a exemplo de Flávio Bolsonaro, que está na disputa do segundo turno à Presidência.
Mesma comparação feita antes do primeiro turno mostra que os gastos saltaram mais de R$ 1 milhão em menos de um mês, o que reforça o impacto eleitoral. No ano passado, sem eleição, a Casa havia direcionado metade do vaor em todo o ano: R$ 5,6 milhões com a escolta de segurança.
Por meio de nota, o Senado afirmou que os valores empregados para escoltar parlamentares são uma atribuição legal da Secretaria de Polícia do Senado e são executados após avaliação técnica e autorização da Presidência da Casa, e que contemplam despesas para deslocamento de equipes policiais em ações de segurança, em diferentes unidades da federação.
“O aumento das despesas observadas nos últimos anos corresponde à ampliação da demanda por medidas de proteção institucional”, afirma a Casa Alta. O Senado também destaca que detalhes das operações não são divulgados para a proteção dos parlamentares.

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