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Um em cada quatro brasileiros de baixa renda quer pedir empréstimo bancário em 2026

Apesar da maior concentração deles entre pessoas das classes D e E, intenção geral de recorrer ao crédito recuou em um ano no país

R7 Planalto|Edis Henrique Peres, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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Dados fazem parte de levantamento do Instituto Locomotiva em parceria com a QuestionPro Marcello Casal Jr/Agência Brasil - Arquivo

Um em cada quatro brasileiros nas classes D e E (24%) pretende pedir empréstimo bancário em 2026. O percentual é mais do que o dobro registrado entre as classes A e B (11%).

No total da população, contudo, a intenção de recorrer a empréstimos caiu de 23% para 17%, na comparação com os dados de 2024. Os dados do levantamento foram divulgados pelo Instituto Locomotiva em parceria com a QuestionPro.


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Especialistas ouvidos pelo R7 Planalto alertam, no entanto, quanto aos riscos desses empréstimos. Sócia da Ótmow, Caroline Kiume defende que a medida seja tratada como “uma ferramenta de reorganização financeira, não de consumo”.

“A prioridade deve ser a quitação de dívidas mais caras, como cartão de crédito e cheque especial, e a escolha de modalidades de crédito com taxas menores, como o consignado ou algum com garantia”, orienta.


Caroline lembra que o cartão de crédito deve funcionar como um organizador do orçamento, “não como uma extensão da renda”. ”O risco aparece quando a família passa a usar o limite dele como ‘dinheiro extra’, porque isso facilita o acúmulo de parcelas, juros e o efeito bola de neve”, elenca.

Ciclo de endividamento

A contadora Érica Gomes observa, ainda, que pedir um crédito requer cautela e planejamento. “Hoje, o Brasil convive com uma taxa Selic [a taxa de juros oficial] em torno de 15% ao ano, o que impacta diretamente o custo do crédito”, ressalta.


“Na prática, isso significa que empréstimos pessoais estão muito caros e que algo semelhante a um alívio financeiro, em um primeiro momento, pode rapidamente se transformar em um grande problema ao longo de meses ou até anos, até a quitação total da dívida”, completa Érica.

A contadora acrescenta que juros altos fazem o valor final pago ser muito maior do que o valor contratado. “Por isso, antes de qualquer decisão, o consumidor precisa avaliar se o empréstimo é realmente necessário ou se será usado só para ‘tapar buracos’ no orçamento, o que costuma gerar um ciclo de endividamento”, destaca.


Érica finaliza com uma dica extra: “O ideal é que o valor total das dívidas não ultrapasse 30% da renda mensal, para que a pessoa consiga honrar os compromissos sem comprometer despesas básicas como moradia, alimentação e saúde”.

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