Visita de senadores de oposição à Papuda gera críticas em aliados
Grupo considera que senadores deveriam estar lutando pela anistia ou pelo impeachment de Moraes

A visita dos senadores Eduardo Girão (Novo-CE), Damares Alves (Republicanos-DF), Izalci Lucas (PL-DF) e Marcio Bittar (PL-AC) ao Complexo Penitenciário da Papuda gerou reação negativa em parte dos aliados de oposição.
O principal motivo da vistoria foi a possível prisão em regime fechado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que pode ser levado ao local a qualquer momento em virtude da condenação por liderar uma trama golpista.
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Apesar da antecipação, o ministro relator do caso, Alexandre de Moraes, ainda não definiu o local exato para o cumprimento da pena e o processo ainda não chegou ao trânsito em julgado. Mas o local é aventado como possível destino do ex-presidente.
Na avaliação de aliados da oposição, a ida dos senadores à Papuda representaria o reconhecimento da prisão em regime fechado a Bolsonaro. O deputado federal Gilvan da Federal (PL-ES) disse que a direita precisa “aprender” com a esquerda a ser mais unida, em referência aos protestos no período em que o presidente Lula (PT) ficou preso em Curitiba (PR).
“É inadmissível ver senadores admitindo a prisão do presidente Bolsonaro. Que crime ele cometeu? Temos um ditador no Brasil, que rasga a Constituição e que fecha o Congresso Nacional. Moraes, em uma canetada só, passa por cima de 513 deputados e 81 senadores. Jamais vou admitir a prisão de alguém inocente. Criaram uma narrativa de golpe e vamos, nós da direita, admitir a prisão?”, questionou o parlamentar.
O vereador Adrilles Jorge (União-SP), próximo à família Bolsonaro, disse que os senadores deveriam focar na pressão pela anistia no Congresso Nacional ou nos pedidos de impeachment de Moraes, e não pedir “acomodações melhores” a Bolsonaro na cadeia.
“É vergonhosa a atitude e a estratégia desses senadores. Eles estão se adequando ao molde de uma ditadura”, declarou o vereador. “Todo mundo está cansado de saber que a Papuda é horrorosa, que o Bolsonaro tem problemas de saúde graves, mentais, psíquicos, porque ele é um homem massacrado pela ditadura”, prosseguiu.
Procurada pelo R7 Planalto, Damares lamentou a posição do colega.”Uma pena ele não ter entendido a estratégia e ter atacado quatro senadores que estão dia e noite se dedicando à defesa de Bolsonaro . Espero que ele leia o relatório produzido”, comentou a senadora.
No relatório, os senadores denunciam que o presídio tem “consistentes fragilidades estruturais e operacionais”, a exemplo da ausência de médicos 24h.
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