Carnaval mais letal da década: 130 mortes em rodovias e a pergunta que não quer calar
Polícia Rodoviária Federal também registrou aumento de acidentes no período

As estradas federais do país terminaram o feriado de Carnaval de 2026 com um saldo preocupante: 130 mortes e 1.481 feridos. Os dados são da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e mostram que este é o maior número de mortes no Carnaval desde 2020. Além disso, entre os dias 13 e 18 de fevereiro, foram registrados 1.241 acidentes em todo o território nacional.
130 vidas perdidas. Centenas de famílias abaladas. O número choca e, se não choca, deveria chocar. Mas o que ele revela? Por que acontecem tantas mortes, aumento de casos de violência doméstica, abusos e tantos outros crimes no período do Carnaval?
Alegria passageira e saldo negativo
É claro que não tem como negar que, durante esse período, o consumo de álcool e drogas aumenta, o que contribui para acidentes e comportamentos agressivos. Nesse balanço, sempre vemos também um crescimento nos casos de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) entre jovens.
Sem falar que, apesar de muitas pessoas quererem curtir a festa numa boa, até com crianças, tantas outras encaram o período como uma desculpa para agir sem pensar.
Não estou aqui como defensora da moral. Já participei de muitos carnavais, apesar de nunca ter sido fã da data. Por isso, acredito que quem age dessa forma, extravasando sem limites, normalmente esconde uma falta. Fato é que a alegria é passageira, e o saldo pode ser muito negativo, como mostram os dados divulgados pela PRF.
Anestesia falsa
O ponto deste texto não é só falar sobre números, e sim promover uma reflexão em todos nós. Quantas vezes jovens e adultos buscam nas festas, baladas, músicas, bebida e drogas um respiro para suas vidas difíceis? Uma fuga para seus problemas pessoais?
Levei um fora do meu namorado? Partiu ficar bêbada. Estou enfrentando problemas com meus pais? Bora fumar maconha e ouvir um som. E por aí vai...
Só que, se o dia seguinte chegar e nenhum acidente ou tragédia acontecer, o peso da ressaca e da consciência pesada soma-se às dificuldades que continuam ali. Ou seja, nada resolvido.
Olhar para dentro de nós mesmos e encarar nossos medos, traumas e defeitos é difícil demais, admito. Mas somente assim é possível entender o que nos falta e buscar ajuda. Preencher o interior com o que edifica, não com o que destrói, é o melhor caminho e, arrisco-me a dizer, é o que verdadeiramente traz felicidade.
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