Refletindo Sobre a Notícia por Ana Carolina Cury Entenda por que o Guinness Book parou de registrar recordes de tempo sem dormir

Entenda por que o Guinness Book parou de registrar recordes de tempo sem dormir

 Essa pode ser uma atividade perigosa que afeta não apenas o emocional, mas também o físico, podendo levar à morte

O Guinness Book não considera mais os recordes relacionados ao maior tempo sem dormir por acreditar que a prática é muito perigosa. O último registro foi da década de 1960, quando um estudante americano, Randy Gardner, fez história ao passar 264 horas, o equivalente a 11 dias e 25 minutos, acordado.

Randy afirmou que queria descobrir, na prática, os efeitos da falta de sono em uma pessoa. E conseguiu. Após se privar de dormir, notou mudanças no humor, nas habilidades cognitivas e sensoriais.

Randy Gardner durante o experimento para bater o recorde de mais tempo acordado

Randy Gardner durante o experimento para bater o recorde de mais tempo acordado

Getty Images

Após registrar o recorde, Randy descansou por 14 horas seguidas. Algum tempo depois, porém, o estudante passou a sofrer de insônia.

Dessa forma, a privação do sono parou de ser registrada pelo livro.

Ficar sem dormir é muito prejudicial

Muitos estão perdendo o sono com a pandemia, literalmente. À medida que as preocupações aumentam, as pessoas têm enfrentado uma verdadeira crise de insônia. Talvez, se fizéssemos uma enquete, o recorde de Randy seria facilmente batido por quem sofre desse mal atualmente.

No ano passado, só entre os meses de abril e maio, a pesquisa pela palavra "insônia" aumentou 130% no Google.

De acordo com um relatório da Express Scripts, entre meados de fevereiro e meados de março de 2020, houve um aumento de 14,8% na prescrição de medicamentos para dormir nos Estados Unidos. Países como Grã-Bretanha, China e Grécia, por exemplo, também apresentam casos de pessoas com problemas de sono e crises de insônia.

Especialistas dizem que a insônia atualmente é, entre outros motivos, resultado do estresse relacionado à pandemia. Faz sentido. As pessoas estão perdendo o sono com a pandemia, literalmente. À medida que as preocupações aumentam, a rotina muda e a insônia chega. 

E o desespero causado por não conseguir dormir pode levar a um segundo problema ainda mais grave: o abuso de medicações, conhecidas como drogas Z. No Brasil, as vendas de remédios para dormir tiveram um aumento de 560% entre 2011 e 2018, segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa.

Ajuda para vencer este mal

Acredito que a maioria das pessoas  já teve problemas para dormir ao menos uma vez na vida. Seja pelo estresse acumulado ao longo do dia ou a ansiedade por algo que ainda está por vir, não é raro passar horas rolando de um lado para o outro na cama na tentativa de pegar no sono.

A insônia prejudica a saúde física e emocional

A insônia prejudica a saúde física e emocional

Freepik

No entanto, usar medicamentos pode causar dependência química e psicológica. Os especialistas orientam que, até mesmo, interromper o uso de remédios para dormir pode causar insônia de rebote, uma insônia pior do que antes.

Então, para vencer a dificuldade para dormir, eles destacam que algumas mudanças de hábitos podem ajudar, como diminuir a claridade no ambiente onde se dorme, evitar usar o celular na cama, não comer muito a noite nem fazer exercícios próximo ao horário de deitar.

Agora, se quem sofre de insônia já tentou realizar essas mudanças e não funcionou, os especialistas que já conversei sobre o tema afirmaram que as causas das noites maldormidas podem estar relacionadas a distúrbios do sono, ao estresse e até a problemas emocionais ou de fundo espiritual, que acabam ocasionando consequências físicas.

Apesar de preocupar, é possível encontrar uma solução. Não se pode ter receio de procurar ajuda para vencer essa condição, sem precisar usar medicamentos.

Quanto mais cedo a pessoa reconhecer o problema e buscar uma solução eficiente, mais rápido vai se livrar de adversidades que podem prejudicar a sua vida.

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