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Evidências de crime no Hospital Anchieta expõem falhas e geram medo

Caso envolvendo técnicos de enfermagem reacende o debate sobre protocolos e fiscalização em hospitais

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Três técnicos de enfermagem do Hospital Anchieta foram presos por suspeita de assassinato de pacientes na UTI.
  • A investigação revelou que os profissionais teriam aplicado substâncias indevidas, como desinfetante, provocando paradas cardíacas.
  • O hospital demitiu os envolvidos e iniciou uma investigação interna após identificar "circunstâncias atípicas" nas mortes.
  • O caso levanta preocupações sobre a segurança no sistema de saúde e a necessidade de protocolos rigorosos para evitar homicídios e erros médicos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Polícia investiga homicídios no Hospital Anchieta Reprodução/Anahp

Um crime brutal que coloca em xeque a confiança dos brasileiros no sistema de saúde público e privado. É assim que as autoridades precisam entender o que aconteceu no Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF).

Três técnicos de enfermagem, Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva, foram presos suspeitos de assassinar pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).


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O hospital informou que, ao identificar “circunstâncias atípicas” nos óbitos, instaurou investigação interna e repassou os indícios às autoridades para investigação criminal.

Em segredo de Justiça, a investigação aponta que os profissionais teriam aplicado substâncias de forma indevida, incluindo medicamento e até desinfetante, diretamente na veia das vítimas, provocando paradas cardíacas e levando-as à morte entre novembro e dezembro de 2025.


Marcos Vinícius, de 24 anos, chegou a confessar os crimes após ser confrontado com imagens internas que mostrariam as ações.

Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal, as vítimas identificadas até o momento são a professora aposentada Miranilde Pereira da Silva, de 75 anos, moradora de Taguatinga; o servidor público João Clemente Pereira, de 63 anos, do Riacho Fundo I; e o servidor público Marcos Raymundo Fernandes Moreira, de 33 anos, que trabalhava nos Correios do CDD de Brazlândia.


As investigações apontam que Marcos Vinícius utilizou uma seringa para realizar 13 aplicações de desinfetante na senhora de 75 anos. Após as aplicações, teria realizado massagem cardíaca na tentativa de simular manobras de reanimação e, assim, ocultar a autoria do crime.

O técnico atuava na área da saúde havia cerca de cinco anos. Após a abertura da investigação interna, o Hospital Anchieta demitiu os três suspeitos. Ele, no entanto, também trabalhava em outro local: uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica de outro hospital particular.


A investigação segue em andamento para apurar se há outras vítimas, tanto no Hospital Anchieta quanto em outras unidades de saúde onde o profissional trabalhava.

O que será feito daqui para a frente?

Esse crime não assusta apenas pelo nível que a maldade pode chegar, mas também traz insegurança para a população. As notas divulgadas para a imprensa, tanto do Hospital Anchieta quanto do Conselho de Enfermagem, falam sobre o caso, mas nada sobre mudanças a serem feitas daqui para frente.

A importância de hospitais reverem suas hierarquias e protocolos de controle de medicamentos e substâncias que entram em contato com o paciente é algo emergencial. Não apenas para evitar homicídios, como também falhas de administração. Afinal, não são raros os casos em que erros resultaram em desfechos trágicos.

Recentemente, em Manaus (AM), por exemplo, um menino de seis anos morreu após receber doses altas de adrenalina, resultado de falhas na prescrição, administração e supervisão do atendimento.

As investigações apontaram que tanto a médica quanto a equipe de enfermagem e a gestão do hospital foram omissos em diferentes etapas da cadeia de segurança do paciente. Assim, esses episódios demonstram que a segurança medicamentosa exige um sistema rigoroso e integrado de protocolos e checagens.

Cada dose de medicamento, cada via de administração, cada prescrição e cada liberação de substância deveriam passar por múltiplos mecanismos de verificação, em ambiente com farmacêutico presente, sistemas de alerta automatizados e fiscalização constante.

Não podemos tratar esses casos como se fossem meras estatísticas ou fatalidades. Tanto crimes cometidos por profissionais, quanto erros precisam servir para mudanças reais e duradouras.

Cada vida perdida dessa forma representa uma falha coletiva, e a sociedade como um todo merece respostas. Assim como o cidadão procura a polícia em busca de proteção, ele vai ao hospital em busca da restauração da sua saúde.

Essa confiança precisa ser honrada, seja no âmbito público ou privado. Todo paciente merece um cuidado seguro, responsável e transparente.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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