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Refletindo Sobre a Notícia

Marca famosa é acusada de sexualização infantil

Ação de marketing gera críticas nas redes sociais e pedidos de boicote

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A marca Frida Baby é criticada por usar linguagem sexual em produtos infantis.
  • Frases controversas em embalagens geraram pedidos de boicote e uma petição online.
  • A empresa defendeu seu marketing como uma abordagem humorística voltada para adultos.
  • Especialistas alertam para os riscos de normalizar a sexualização infantil em campanhas publicitárias.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Anúncio de campanha de marketing com piadas sexuais na embalagem de produtos para bebês gera pedidos de boicote Reprodução

Uma marca de produtos infantis mundialmente conhecida, a Frida Baby, enfrenta críticas por conta da linguagem utilizada nas embalagens de seus produtos — uma estratégia de marketing que viralizou negativamente.

Frases como “This is the closest your husband’s gonna get to a threesome” (Isso é o mais próximo que seu marido vai chegar de um trisal, em tradução livre), estampada em um termômetro 3 em 1, e “I get turned on easily” (Eu me excito/ligo facilmente), presentes nas instruções de um umidificador voltado para cuidados respiratórios, circularam amplamente nas redes sociais e provocaram uma enxurrada de comentários, críticas e pedidos de boicote.


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Uma petição online afirma que o marketing da Frida Baby ultrapassa limites éticos ao associar insinuações sexuais a produtos destinados ao universo infantil.

A empresa respondeu por meio de comunicado oficial, defendendo sua linha de comunicação. Segundo a marca, “a Frida Baby sempre usou o humor para abordar os aspectos reais, crus e complicados da parentalidade que muitas vezes não são abordados por outras marcas”.


Também afirmou que, embora os produtos sejam destinados a bebês, a comunicação de marketing é direcionada aos adultos responsáveis por eles. “O humor é pessoal. O que é engraçado para um pai ou mãe pode ser demais para outro”, declarou.

Não é apenas pela propaganda

Marketing ousado não é novidade. Vivemos em uma era em que marcas disputam atenção em um ambiente digital saturado e recorrem, cada vez mais, ao humor, à quebra de padrões e à provocação para se destacar. Afinal, hoje em dia, prender a atenção de alguém se tornou uma das tarefas mais difíceis da comunicação.


O problema surge quando essa estratégia invade algo que deveria permanecer protegido: a infância. Produtos destinados a bebês carregam um simbolismo social diferente. Eles não representam apenas consumo, mas sim cuidado, vulnerabilidade e proteção.

Por isso, quando embalagens infantis utilizam trocadilhos associados à sexualidade adulta, a reação emocional de parte do público não é exagero. É instinto de proteção.


Segundo levantamento do UNICEF, centenas de milhões de crianças em todo o mundo são vítimas de abuso sexual antes dos 18 anos. O número global ultrapassa 650 milhões. Os dados colocam a violência sexual infantil entre as maiores crises de proteção à infância.

Especialistas em comunicação e sociologia, como Pierre Bourdieu, Michel Foucault, Zygmunt Bauman e tantos outros, narram em suas obras que toda comunicação molda percepções, normaliza comportamentos e influencia referências culturais. Um poder simbólico capaz de redefinir, gradualmente, aquilo que a sociedade passa a considerar normal.

Ou seja, mudanças sociais raramente acontecem de forma abrupta. Elas surgem em pequenas concessões, em deslocamentos quase imperceptíveis.

Então, qual mensagem essa e tantas outras marcas que já fizeram algo parecido estão querendo normalizar?

Não podemos minimizar propagandas que relacionam crianças à sexualidade, ainda que sob o rótulo do humor.

Se pais e responsáveis lutam diariamente para educar, proteger e preservar a infância de seus filhos, espera-se, minimamente, que grandes empresas também compreendam a responsabilidade que carregam.

Limites existem por um motivo claro: segurança. Não podemos normalizar o errado.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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