Movimentos de esquerda pedem R$10 milhões a XP; entenda
Após foto divulgada nas redes sociais, coletivos alegaram que imagem só tem homens jovens e brancos o que, segundo eles, caracteriza preconceito e falta de inclusão
Refletindo Sobre a Notícia por Ana Carolina Cury|Do R7 e Ana Carolina Cury
Uma foto de cerca de 100 trabalhadores, publicada nas redes sociais, motivou um processo contra a corretora XP Investimentos e seu escritório credenciado Ável. As instituições podem ter de pagar R$10 milhões por danos social e moral se for considerado que não praticam a diversidade no quadro de funcionários.
Os coletivos feministas, negros e LGBTQIA+ alegam, na ação civil pública, que a imagem tem apenas "homens brancos e jovens", demonstrando falta de inclusão. Agora, a Justiça de Porto Alegre (RS) deve marcar uma audiência de conciliação entre as partes.
Entre outros pontos, os coletivos exigem que a XP tenha cotas para pessoas com deficiência, idosos e a mesma proporção de negros, mulheres e indígenas presentes na sociedade brasileira em seu quadro de funcionários.

Em resposta, A XP disse estar comprometida em fazer transformações significativas. "A XP reconhece que a inclusão de pessoas negras na companhia e rede de parceiros é uma questão fundamental. Nosso compromisso com a diversidade e inclusão estabelece metas internas para aumentar a contratação, em todos os cargos, de pessoas negras, mulheres, LGBTQIA+ e PCDs. Além disso, contamos com o suporte de consultores externos e coletivos de trabalhadores. Estamos trabalhando, incansavelmente, para ser cada vez mais um agente de mudança da sociedade e do mercado financeiro".
Inclusão ou imposição
De acordo com o dicionário Michaelis, diversidade é o "conjunto que apresenta características variadas; multiplicidade". E essa tem sido a luta de vários grupos: conseguir que as empresas priorizem a contratação de funcionários que fazem parte do que chamam de "minorias".
A varejista Magazine Luiza, por exemplo, criou um programa de trainee exclusivo para negros e não apenas ela, mas muitas outras empresas, estão adotando processos seletivos e outros programas voltados especificamente a certos grupos sociais considerados minoritários.
Além disso, leis e decisões judiciais de diversos países têm obrigado as empresas a cumprirem certos requisitos para promover não só a igualdade racial, mas também a ideologia de gênero, as bandeiras LGBTQIA+ e o feminismo.

Equilíbrio
É claro que não se pode ter preconceito contra nada nem ninguém, mas, é preciso refletir sobre essa cultura que tem invadido instituições e causado polêmica.
Especialistas observam que muitos executivos e empresários têm sucumbido diante da pressão de movimentos, que fazem ameaças e até chantagens de boicote.
Por isso, cabe perguntarmos: tal conduta é justa? Será que esse modelo de contratação realmente visa beneficiar as "minorias" ou estimula as empresas a cumprirem "protocolos" para se manterem "bem na fita" com coletivos políticos?
O problema desse caminho é que, em nome da igualdade, pessoas estão sendo excluídas. O correto é que todos, brancos, negros, LGBTQIA+, homens e mulheres tenham a mesma oportunidade. Os postos precisam ser ocupados por aqueles que tenham capacidade para isso, independentemente de raça, cor ou religião.
Não é inteligente criar privilégios em nome da igualdade. Na verdade, é agir com o mesmo preconceito que as minorias dizem sofrer. Por isso, a agenda progressista não pode calar o diálogo e o debate a respeito desse tema. É preciso que decisões equilibradas sejam tomadas, pelo bem da democracia.















