Refletindo Sobre a Notícia por Ana Carolina Cury Mulher é acusada de expor criança "trans" de seis anos e buscar lucro com isso

Mulher é acusada de expor criança "trans" de seis anos e buscar lucro com isso

Após repercussão do caso, a mãe mudou o nome da página nas redes sociais

No começo deste mês, um perfil do Instagram rendeu muita polêmica. Nele, um casal homossexual de militantes da causa LGBT de Fortaleza, divulgava fotos e mensagens da filha de seis anos, que era chamada por um nome masculino porque as mulheres afirmavam que a criança era "trans". Na verdade, a página era da criança, onde a intitularam como "blogueirinho".  

Antes que você diga que esse é um texto preconceituoso, já adianto que não é. Pois, estamos numa era onde o politicamente correto impera tanto que qualquer crítica para o público considerado minoria é vista como preconceituosa.

Exposição das crianças nas redes sociais exige limites

Exposição das crianças nas redes sociais exige limites

Thinkstock

Mas, quando li sobre esse tema, pensei nos pais que têm exposto seus filhos excessivamente nas redes. Muitas vezes, os influenciando a falar e agir como pensam. Já vi vídeos de crianças pregando, cantando, deixando mensagens motivacionais... Todas decoradas e influenciadas pelos responsáveis, para ganharem curtidas.

Você já teve seis anos... Qual era a sua capacidade de tomada de decisão nessa fase da vida?

Precisamos deixar as crianças serem crianças e não podemos usá-las para defender nossos pontos de vista.

Nesse caso que gerou polêmica, além de querer claramente militar pela causa de gênero, a família quebrou as regras das redes sociais, porque o Instagram só permite perfis de pessoas acima dos 13 anos de idade. Segundo reportagem do jornal Gazeta do Povo, a conta da criança foi lançada em maio, quando ela tinha cinco anos.

Além disso, em uma foto, quando ela tinha dois anos, a mãe publicou a seguinte mensagem:  "Esse dia jamais posso esquecer. Você tinha dois anos e deixei você usar a cuequinha do seu irmão." Em outra postagem, um vídeo mostrava a menina com o novo documento de identificação emitido pelo governo do estado do Ceará com o "nome social" masculino.

Outras críticas se referiam ao fato da mãe buscar lucro com o perfil. Ela teria perguntado como monetizar o Instagram. Após toda a repercussão, o nome de identificação da página foi alterado.

Exposição excessiva

Não estou aqui para me meter na criação da criança, mas reforçar que expor menores de idade nas redes sociais é um perigo. 

O crescimento no uso da web por crianças nos últimos anos as colocam em risco de crimes, como é o caso da pedofilia, que encontrou no mundo virtual um ambiente propício para ampliar as suas ações. Diante das investidas de redes de pedófilos e dos riscos escondidos na internet, pais e responsáveis devem estar atentos a fim de protegerem suas crianças e adolescentes.

Dentro dessa discussão, há mais um grande problema que é a invasão da privacidade da criança pelos próprios pais

Dentro dessa discussão, há mais um grande problema que é a invasão da privacidade da criança pelos próprios pais

Getty Images

Em relação as discussões, os pedagogos reforçam que os pequenos não estão prontos para fazer parte. Isso porque o repertório cognitivo deles ainda não é adequado para aprender a discutir ou decidir.

Assim, questões delicadas, como gênero, política, entre tantas outras, veiculadas de maneira leviana podem prejudicar a formação e, até mesmo, gerar conflitos psicossociais e de personalidade. 

É fato que o respeito deve existir independentemente do gênero, mas, se nós queremos ter sucesso na educação dos nossos filhos, precisamos conversar mais sobre os excessos dos pais para com essa exposição excessiva, principalmente nas redes sociais.

Bom senso sempre. Afinal, a internet é uma janela aberta onde qualquer pessoa tem acesso. E respeito também, porque seu filho vai crescer e, quando ele tiver uma opinião formada, pode ficar extremamente magoado pela forma que foi exposto.

Últimas