Professor orienta alunos a não contarem aos pais sobre aula polêmica

Jovem procurou o conselho escolar para dizer que se sentiu desconfortável em ter que omitir acontecimento

Segundo informações divulgadas pelo jornal americano Daily Mail, uma turma de alunos da quarta série da escola Riverview, em Minnesota, foi obrigada a responder uma pesquisa sobre raça e gênero em sala de aula e um professor teria instruído os alunos a não contarem aos pais sobre as perguntas, mesmo que eles não as entendessem.

Por conta dessa pressão, no último dia 19, uma aluna, Hayley Yasgar, procurou o conselho escolar para dizer que se sentiu muito nervosa e desconfortável quando o professor pediu para ela não dizer nada sobre a pesquisa para sua mãe. Ela também detalhou que não tinha permissão para pular nenhuma pergunta.

A aluna Hayey Yasgar procurou o conselho escolar para falar que se sentiu desconfortável quando seu professor pediu para que ela não contasse aos pais sobre a pesquisa

A aluna Hayey Yasgar procurou o conselho escolar para falar que se sentiu desconfortável quando seu professor pediu para que ela não contasse aos pais sobre a pesquisa

Reprodução

Uma questão dizia o seguinte: "Você, atualmente, se identifica como mulher, homem, transgênero (pessoas trans têm uma identidade de gênero ou expressão de gênero que difere de seu sexo atribuído. Por exemplo, eles nasceram homens, mas agora se identificam como mulheres), ou algo mais?"

Um menino da classe de Hayley chegou a perguntar se sua mãe poderia explicar a pergunta para ele, pois estava confuso. Mas, o pedido foi negado e o professor teria insistido, mais uma vez, para que nenhum aluno contasse aos pais.

Desrespeito 

A jovem explicou que procurou ajuda no conselho escolar porque sua mãe sempre disse que ela poderia contar qualquer coisa, mas também falou que ela deveria confiar em seus professores.

Em entrevista à Fox News, a mãe de Hayley, Kelsey Yasgar, acrescentou que ficou muito chateada quando soube que sua filha foi instruída a não compartilhar as perguntas. "Isso representa uma grande preocupação aos olhos de qualquer pai. Também fui informada de que essa instrução veio da Equity Alliance of Minnesota e da administração da escola e não foi uma decisão singular do professor".

Pergunta feita aos alunos sobre identidade de gênero gerou confusão

Pergunta feita aos alunos sobre identidade de gênero gerou confusão

Reprodução / Fox news

Kelsey também falou que o docente não tem o direito de falar sobre o tema sem a autorização dos pais. "Não acho que o professor da 4ª série da minha filha tenha o direito de explicar uma pergunta como essa, sem a minha aprovação. Eu instruí minha filha desde muito jovem que se ela tiver problemas ou precisar falar com um adulto, que sempre pode confiar em seus professores na escola. O que digo à minha filha agora, quando essas pessoas a estão orientando a mentir e esconder coisas de mim? Por isso, os pais devem permanecer engajados e envolvidos com a educação de seus filhos, porque há uma grande mudança acontecendo na educação para a doutrinação", concluiu.

Postura mundial

Você já deve ter ouvido falar da ideologia de gênero na cidade onde mora. Como o próprio nome diz, ela caracteriza uma ideia que algumas pessoas têm de que ninguém nasce homem ou mulher, ou seja, o gênero masculino ou feminino seria uma construção social.

Muitas pessoas tentam impor esse pensamento como único e verdadeiro para crianças e adolescentes por meio das escolas, filmes, novelas etc. Assim, a infância tem sido o alvo principal nos debates sobre a teoria de gênero.

Alguns políticos lutam para barrar a implementação da ideologia nas escolas. Apesar da aparente vitória, os ideólogos parecem estar dispostos a tudo para levar a doutrinação em frente, ainda que isso signifique desrespeitar os pais.

Controvérsia

Segundo um levantamento feito na Escócia, a implementação da ideologia de gênero nas escolas causou um aumento no registro de casos de jovens dizendo-se confusos sobre a sua identidade masculina ou feminina. O Scottish Public Health Network, responsável pela publicação do relatório, afirmou que crianças com apenas 6 anos de idade estavam sendo encaminhadas para unidades especializadas alegando confusão de identidade de gênero.

Mas, apesar dos estudos apontarem que a questão de gênero é extremamente controversa, há muitos acadêmicos que defendem disseminar o assunto entre as crianças e adolescentes. A filósofa e psicanalista Viviane Mosé, por exemplo, afirmou ser contra o que chamou de "burocratização dos temas". "Quando estamos em sala de aula, questões de gênero aparecem o tempo inteiro e os professores têm liberdade para falar sobre isso. Me espanta debater educação com deputados e senadores. Quem dá aula é o professor".

Hayley e sua mãe, Kelsey Yasgar, falaram sobre a situação no programa Fox & Friends

Hayley e sua mãe, Kelsey Yasgar, falaram sobre a situação no programa Fox & Friends

Reprodução / Fox news

Não faz muito tempo que, aqui no Brasil, um vídeo em que uma menina, de apenas 4 anos, contando que recebeu ensinamentos de ideologia de gênero de sua professora viralizou na web. O pai da criança, Leoni Marinho, ficou revoltado com o ocorrido. "Ela me relatou que a professora fez uma roda dentro da sala de aula e começou a ensinar ideologia de gênero, dizendo que meninos poderiam usar saia, brincos e esmalte nas unhas. A professora confundiu a cabeça da minha filha. Fui até a diretoria e a diretora me disse que não poderia fazer nada. Então, estou tomando minhas providências contra a escola. É por isso que devemos procurar eleger candidatos que sejam contra esse tipo de ensino", comentou.

Dessa forma, embora não hajam leis aprovadas que liberem o ensino nas escolas, muitos professores seguem impondo o asssunto. "Como não há uma proibição de ensinar o gênero, então, eles trabalham nessa lacuna. Na prática, estão desrespeitando a família e prejudicando muitos jovens", diz o professor Felipe Nery Martins Neto.

A psicóloga Elaine Balbino, especialista em análise do comportamento, observa que os jovens não estão preparados para vivenciar esse tipo de discussão. "Questões delicadas, como essa, veiculadas de maneira leviana, podem prejudicar a formação do jovem e gerar conflitos psicossociais e de personalidade".

Por isso, é muito importante a família se manter presente na vida dos pequenos e não permitirem que imponham ideologias, sem respeitar seu posicionamento. Afinal de contas, os pais são os únicos responsáveis pela educação dos filhos, e não a escola.

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