Logo R7.com
RecordPlus
Refletindo Sobre a Notícia

Reação da mulher de piloto de avião acusado de pedofilia levanta alerta

Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, foi preso por abusar de crianças e adolescentes

  • Google News
Piloto Sergio Antonio Lopes foi preso dentro do avião
O mal, na maioria das vezes, não tem a face monstruosa Divulgação/Polícia Civil de São Paulo/Via Agência Brasil - 09.02.2026

No começo da semana uma notícia chocou o país. Um piloto da Latam foi preso dentro da aeronave, no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, acusado de praticar pedofilia e também de ser líder de uma rede de exploração sexual de menores.

A atual mulher do investigado, que é psicóloga, disse nesta terça (10) estar abalada e, aos prantos, declarou não saber dos crimes cometidos pelo próprio marido, que aconteciam muitas vezes dentro de casa. O homem tem quatro filhos adultos.


De acordo com a polícia, pais e responsáveis vendiam meninas para ele cometer os abusos. Na operação chamada de “Apertem os Cintos”, também foram presas uma mãe que entregou a própria filha para ser aliciada e Denise Moreo, uma avó que também dava as netas para o piloto em troca de dinheiro.

As vítimas têm em comum a situação de vulnerabilidade social. Para ter acesso a imagens e encontros, Sérgio pagava valores que variavam entre R$ 30 e R$ 100. Até o momento, dez crianças foram identificadas pela polícia, mas, segundo os investigadores, há dezenas de outras que aparecem em fotos e vídeos no celular do piloto.


“Ele levava as vítimas para o motel, com RG de pessoas maiores de idade. Uma delas ele começou a abusar com 8 anos. Hoje ela está com 12 anos”, detalhou a delegada Ivalda Aleixo, chefe do DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa).

Nem sempre identificamos o mal

Para a delegada, a reação da mulher de Sérgio foi triste. Além do choque de saber que estava unida a um monstro, ela está arrasada porque, como profissional da saúde, não conseguiu identificar indícios de que ele era um criminoso.


Um caso revoltante, triste, chocante. E que traz uma constatação que acredito ser essencial para jovens e adultos: o mal, na maioria das vezes, não tem a face monstruosa.

Por isso, para proteger os pequenos, é preciso ter o olhar atento e muito diálogo. E, é claro, ser referência em tudo. A maioria dos casos de pedofilia, por exemplo, é cometida por alguém da família ou próximo. É o parente “legal”, o vizinho “atencioso”. Isso sem falar nos crimes cometidos pela internet.


Ou seja, não há, necessariamente, sinais evidentes ou perfis facilmente identificáveis. Então, o enfrentamento desse tipo de crime passa pela informação, pela denúncia e pelo fortalecimento das redes de proteção.

O desafio é coletivo, das famílias, das instituições e do poder público, para que a infância seja, de fato, uma fase de cuidado e segurança.

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.