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Instituição do direito ao voto da mulher: uma conquista que merece ser relembrada

Esse avanço simbolizou o direito da mulher brasileira de ir às urnas, decidir os rumos do país e influenciar políticas públicas

Três Poderes|Wilson Pedroso*

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Em 3/11 celebra-se o Dia da Instituição do Direito ao Voto da Mulher no Brasil CPDOC/FGV - arquivo

No próximo dia 3 de novembro, celebra-se o Dia da Instituição do Direito ao Voto da Mulher no Brasil. Essa conquista, que colocou as eleitoras brasileiras como parte integrante do processo social e político, ocorreu há exatos 95 anos, em 1930, depois de um longo período de reivindicações, durante o governo do então presidente Washington Luís. Posteriormente, o voto feminino foi previsto no Código Eleitoral de 1932.

Esse avanço simbolizou o direito da mulher brasileira de ir às urnas, decidir os rumos do país e influenciar políticas públicas. Muito além de um fato histórico, a instituição do voto feminino representa o reconhecimento de que a participação política das mulheres é fundamental para uma sociedade mais justa e representativa. E passado quase um século, as mulheres ocuparam esse espaço com maestria, sendo que hoje elas possuem enorme peso nos resultados das eleições.

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Dados do Tribunal Superior Eleitoral, referentes às eleições municipais de 2024, revelam que as mulheres representam a maioria do eleitorado brasileiro. São mais de 81 milhões de eleitoras, que equivalem a 52,47% do total. As estatísticas revelam ainda que em quase 62% dos municípios brasileiros, as mulheres são maioria entre os eleitores.

Apesar de o direito ao voto ser uma conquista importante, que merece ser relembrada, e do amplo protagonismo das mulheres entre os eleitores, novos desafios ainda precisam ser transpostos no que se refere à presença feminina nos espaços de poder. Isso porque as brasileiras ainda estão sub-representadas em cargos legislativos, executivos e partidários.

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Na prática, as mulheres são a maioria entre o eleitorado, mas são os homens que ocupam a grande maioria das vagas eletivas, cenário que revela um contraste entre o exercício do voto e a real representatividade. Uma lacuna a ser preenchida.

A Justiça Eleitoral está atenta e tem criado mecanismos legais para incentivo à participação da mulher na política e nos processos eleitorais, o que inclui punições rígidas para partidos e coligações que descumprirem as regras de cota de gênero e de distribuição dos recursos das campanhas. É um começo, uma semente que se planta agora para que no futuro a participação feminina na política possa criar raízes fortes, de forma que toda sociedade venha a desfrutar dos verdadeiros frutos da Democracia.

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O Dia da Instituição do Direito ao Voto da Mulher nos traz um lembrete de que a luta por igualdade de direitos ainda está em andamento. A data deve ser reconhecida como ponto de partida para uma longa caminhada rumo à construção de um país onde a representatividade plena das mulheres na política seja de fato uma realidade, e não uma esperança distante. Uma nação se enriquece na diversidade de vozes e experiências que ela abriga.

*Wilson Pedroso é analista político e consultor eleitoral com MBA nas áreas de Gestão e Marketing; além de sócio estrategista do Instituto de Pesquisa Real Time Big Data

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