Para 27% dos paulistanos, segurança pública deve ser a prioridade do próximo prefeito
Pesquisa RealTime/Big Data aponta que, dependendo da região, o tema é a principal preocupação para 35% dos eleitores; Saúde e Trânsito/Mobilidade completam o pódio
Três Poderes|Do R7 e Bruno Soller

A crise da segurança pública preocupa o eleitor paulistano, é o que mostra o levantamento realizado pelo instituto RealTime/Big Data, contratado pelo blog Três Poderes, do Portal R7, em parceria com a RECORD.
A sensação de piora em relação ao sentimento de segurança é reforçada pelo aumento no número de roubos no centro da capital e a crônica situação da Cracolândia. Na região centro-sul da cidade, onde se concentra boa parte da elite paulistana, o tema é a principal preocupação de mais de 35% dos eleitores.
O instituto entrevistou 2.000 eleitores paulistanos entre os dias 1° e 2 de março. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo sob o número SP-033963/2024. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.
Os pré-candidatos a prefeito parecem estar em sintonia com a demanda populacional e têm se movimentado para mostrar respostas ao anseio da sociedade. Atual prefeito, Ricardo Nunes (MDB) tem feito aparições juntamente com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), seu possível apoiador no pleito, para anunciar algumas medidas na tentativa de conter o avanço da violência, principalmente na zona central.
Além do aumento do efetivo da Polícia Militar e da Guarda Civil Metropolitana, o prefeito anunciou um grande investimento em monitoramento por vídeo em um programa chamado Smart Sampa, que poderá contar com até 40 mil câmeras de fiscalização.
Guilherme Boulos (PSOL) esteve em Bogotá, na Colômbia, no último sábado (2), participando de um encontro realizado pelas organizações Pares, Chile 21 e Fescol, com o apoio do Pnud, das Nações Unidas, e da Open Society, sobre a temática segurança pública. Participaram do evento, Ivan Velásquez, ministro da Defesa da Colômbia, Axel Kiciloff, governador da província de Buenos Aires, e ex-ministro de Cristina Kirchner, e de outras autoridades latino-americanas. A experiência de pacificação da Colômbia após a queda dos cartéis de drogas é sempre um chamariz para entender processos efetivos de melhoria no combate à violência urbana.
A mais nova das pretendentes ao cargo de prefeita de São Paulo, Tabata Amaral (PSB), tem conversas avançadas para contar com o apresentador José Luiz Datena. Conhecido por seus posicionamentos duros e absolutamente ligado ao tema segurança pública, Datena traria experiência e a preocupação com a temática para o centro da chapa da pessebista.
Além dos problemas já sabidos sobre a segurança pública, há um alerta para algo ainda mais grave, que é uma crise no alto comando da maior facção criminosa do Brasil e quase hegemônica em São Paulo, o PCC (Primeiro Comando da Capital).
Um racha entre os principais líderes da facção tem deixado a cúpula da segurança paulista em alerta máximo. Os ataques promovidos pela organização em 2006 deixaram traumas profundos na cidade de São Paulo, e há um grande clamor para que não voltem a ocorrer.










