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Vinhos dos Bálcãs: rótulos ainda pouco conhecidos no Brasil ganham destaque internacional

Premiações recentes deram destaque a rótulos da Croácia, Sérvia, Eslovênia e Bósnia e Herzegovina feitos com variedades locais

Prisma|Cynthia MalacarneOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Vinhos dos Bálcãs, especialmente da Croácia, Sérvia, Eslovênia e Bósnia e Herzegovina, ganharam destaque no Decanter World Wine Awards 2026.
  • O Plaža Plavac 2021, da vinícola croata Marijan, foi um dos 50 vinhos selecionados como Best in Show, feito com a uva Plavac Mali.
  • Na Sérvia, o Kameničarka 2022, feito com Prokupac, e na Eslovênia, o Istrski Refošk, receberam medalhas de platina.
  • A Bósnia se destacou com a Žilavka, um vinho branco que recebeu medalha de ouro, mostrando a diversidade e potencial dos vinhos da região.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Vinhedo em solo de terra rossa, na Ístria, Croácia. Cynthia Malacarne

Quando pensamos nos grandes vinhos da Europa, é natural que França, Itália, Portugal e Espanha venham primeiro à cabeça. Mas a lista de premiados do Decanter World Wine Awards 2026 traz um convite para olhar um pouco mais a leste. Croácia, Sérvia, Eslovênia e Bósnia e Herzegovina se destacaram na competição, muitas vezes com uvas cujos nomes ainda são pouco conhecidos fora de seus países.

O caso mais expressivo veio da ilha croata de Hvar. O Plaža Plavac 2021, da vinícola Marijan, entrou para a seleção Best in Show, a distinção mais alta do concurso. Feito inteiramente de Plavac Mali, foi um dos 50 escolhidos entre quase 17 mil vinhos inscritos. É apenas a segunda vez que um rótulo da Croácia chega a essa seleção.

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A história do vinho começa antes da garrafa. Em Hvar, as videiras da família Marijan crescem em encostas íngremes voltadas para o Adriático. Em boa parte dos vinhedos, o trabalho precisa ser manual. O sol, as pedras e a proximidade do mar ajudam a compor o caráter de um tinto intenso, de fruta madura e estrutura marcante. Quem espera um vinho leve encontrará ali uma expressão bem diferente.

Vinhedos nas colinas de Brda na Eslovênia Cynthia Malacarne

A Croácia não foi a única a chamar atenção. Na Sérvia, a variedade local Prokupac rendeu uma medalha de platina ao Kameničarka 2022, da vinícola Aleksandrović. Já a Eslovênia conquistou sua primeira platina para um tinto Istrski Refošk, com um vinho da Steras. Na Bósnia e Herzegovina, o destaque foi a Žilavka: um vinho branco dessa uva, produzido pela Vino Milas, recebeu medalha de ouro e 96 pontos.

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Os nomes podem exigir uma segunda leitura, mas a ideia é simples. Assim como a Itália tem a Sangiovese e Portugal tem a Touriga Nacional, esses países cultivam variedades ligadas à sua paisagem e à sua história. A Plavac Mali produz tintos de personalidade mediterrânea. A Žilavka mostra que também há brancos a descobrir na região. Prokupac e Refošk ampliam ainda mais esse repertório.

Uma medalha não determina o gosto de ninguém. Ela pode, porém, servir de ponto de partida para sair dos rótulos habituais. Da próxima vez que encontrar um vinho croata, sérvio, esloveno ou bósnio, talvez valha trocar a pergunta “será que é bom?” por outra, bem mais interessante: “que lugar essa garrafa pode me mostrar?”

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