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Qual é o papel do jornalismo em tempos de coronavírus?

|Thiago Contreira, Diretor de Conteúdo do Jornalismo

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Os veículos de comunicação do Grupo Record começaram a tratar do assunto assim que os primeiros casos do novo vírus surgiram na cidade de Wuhan, na China, em janeiro deste ano. É desta época o primeiro alerta feito pela Organização Mundial da Saúde.

Como sempre fazemos por aqui, adotamos critérios equilibrados para conduzir a cobertura. Assim que o primeiro caso da doença covid-19 foi confirmado no Brasil, enviei um comunicado à redação. Peço licença para reproduzir na íntegra. Volto na sequência.


Caros, bom dia.

Precisamos ter bastante cuidado com a cobertura do Coronavírus. Não podemos entrar na onda alarmista. É preciso SEMPRE contextualizar e explicar o que realmente está acontecendo.


Por exemplo, comparar em nossas matérias o número de mortes provocadas por outras doenças que despertam menos interesse, como a dengue. Segundo o Ministério da Saúde, em 2019, 700 pessoas morreram de dengue.

Vamos dar muita atenção a isso. Podemos e devemos noticiar tudo que envolve o Coronavírus, mas devemos fazer com o devido cuidado e sem exageros. Sempre orientando nossos apresentadores e repórteres a explicarem que morre muito mais gente em outras ocasiões que não provocam tanto alarde.


Em resumo: sem pânico, sem fake news, sem exageros. Sempre explicar, sempre comparar, sempre contextualizar.

É nosso papel noticiar, mas sem provocar pânico na população.


Como podem ver acima, meu papel como diretor de conteúdo é zelar pela boa prática do jornalismo. Como sempre, as redações do Grupo Record estão livres para cumprir sua missão, que é informar. No entanto, fazemos isso dentro de princípios éticos, sem provocar pânico em nosso público.

Desde o começo, você leu, ouviu e assistiu, aqui nos veículos do Grupo Record, notícias e orientações claras sobre a epidemia do coronavírus. Damos espaço a médicos especialistas que orientam a população. Sem alarmismos e com responsabilidade. Nada mais do que nossa obrigação como jornalistas.

Um dos exemplos é o artigo da médica infectologista Beatriz Quental Rodrigues, do Hospital Moriah, publicado aqui no R7. Há outras centenas de textos, notícias e artigos publicados em uma página especial criada para reunir tudo sobre o novo vírus, cujo título é “Epidemia do novo Coronavírus”. Acesse aqui para ler

Recomendo que vejam as orientações dadas no infográfico publicado no dia 13 de março e que permanece na homepage do Portal R7. Veja.

Na Record TV, ouvimos diversos médicos especialistas. Um dos muitos exemplos foi a entrevista do doutor Jean Gorinchteyn, infectologista do Hospital Albert Einstein, feita no dia 13 de março e exibida no mesmo dia no Jornal da Record.

Os telejornais de rede da emissora têm dedicado a maior parte de suas edições para cobertura da pandemia do coronavírus. Nossos repórteres, repórteres-cinematográficos, produtores e editores estão empenhados em atender nossa função social. Levamos informação precisa e direta, esclarecemos as dúvidas de nosso público e, adotamos rigorosamente, as recomendações das autoridades de saúde do Brasil.

Prezado leitor, os jornalistas do Grupo Record seguirão fortes em nossa missão, a missão primordial do jornalismo profissional.

Venceremos juntos essa pandemia!

Thiago Contreira

Diretor de Conteúdo do Jornalismo

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