Sucesso brasileiro no Oscar passa por ‘olhar muito especial sobre a nossa realidade’, diz crítico
Entrevistado elenca motivos que fizeram ‘O Agente Secreto’ repetir e superar feitos de ‘Ainda Estou Aqui’, um ano depois
Conexão Record News|Do R7, com RECORD NEWS
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Em 2 de março de 2025, o Brasil entrou em clima de copa do mundo e teve a alegria de presenciar pela primeira vez um filme ganhar a maior honraria do cinema: um Oscar. Um ano depois, o feito de Ainda Estou Aqui pode ser presenciado novamente — talvez até quatro vezes —, já que O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, recebeu quatro indicações para o evento que acontece dia 15 de março.
Presente nas categorias de Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator e Melhor Direção de Elenco, a expectativa está mais alta do que nunca e realmente parece que é a vez do Brasil em Hollywood. Fora ele, o Brasil também está representado com o diretor de fotografia do filme norte-americano Sonhos de Trem. Adolpho Veloso é brasileiro e vai disputar pelo troféu de Melhor Fotografia.

Para entender melhor o que significa esse momento histórico para o cinema brasileiro, o Conexão Record News conversou com o especialista em indústria audiovisual, crítica e história do cinema Guilherme Bryan, que não consegue disfarçar a alegria: “É um dia muito especial para o cinema brasileiro! Segundo ano consecutivo com indicação de Melhor Filme Internacional e de Melhor Filme. [...] Só temos motivos a comemorar”.
Ao ser questionado sobre o que fez com que o filme chamasse tanta atenção da crítica e como ele chegou até o cenário atual, Bryan acredita que as conquistas de Ainda Estou Aqui chamaram a atenção da crítica internacional para o Brasil. “Isso fez com que os olhos se voltassem ao Brasil. E agora O Agente Secreto, que foi muito bem-sucedido no Festival de Cannes, [...] e faz com que o nosso filme já seja o favorito ao Oscar de Melhor Filme Internacional”. Ele ainda destaca a forte atuação do brasileiro nas redes sociais, o que também, impulsionou o sucesso das obras.
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O especialista enxerga que fora a trajetória de premiações, ambos os filme também são merecedores de aplausos pelo olhar que eles exercem sobre a realidade brasileira. “Quando a gente olha para o Brasil e pensa na nossa história, nos nossos temas, nos nossos personagens, de uma maneira muito bem construída, isso chama atenção”. Ele lembra que a mesma representação foi feita durante a década de 1990, quando vários filmes receberam indicações: “Isso realmente encanta o mundo quando é feito com tanta qualidade como fizeram Walter Salles e Kleber Mendonça Filho”.
Bryan afirma que ainda há um grande caminho para se trilhar e que o número de indicações obtidas no Oscar de 2026 é um recorde para o Brasil. “É um feito que já pode ser comemorado”. Ele não tem dúvidas quanto ao futuro dos jovens cineastas de todo o país: “É importante dizer que temos profissionais em diferentes regiões do Brasil. O Agente Secreto é uma produção pernambucana com a produção com outros países e o Adolpho Veloso é um profissional de São Paulo”.
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