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Caso Ruy Ferraz: 'A sociedade perde um herói', diz presidente da associação dos delegados de SP

Ex-delegado-geral da Polícia Civil foi morto em emboscada no litoral paulista; ele se notabilizou pelo combate ao crime organizado, especialmente o PCC

Hora News|Do R7

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Nesta terça-feira (16), o delegado da ADPESP (Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo), André Santos Pereira, repercutiu, em entrevista para o Hora News, o assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes. O crime foi cometido em Praia Grande (SP), na última segunda (15).

“O doutor Ruy, ele tem um histórico de enfrentamento ao crime organizado muito forte, muito consolidado aqui no estado de São Paulo e ele é reconhecido nacionalmente e internacionalmente por força desse trabalho”, comenta Pereira.

Para o delegado André, o histórico de Ruy Ferraz no enfrentamento ao crime organizado foi muito consolidado e, automaticamente, sua visibilidade e credibilidade nas ruas pesaram sobre os criminosos das facções, gerando uma lista de inimigos.

“Esse trabalho vem lá desde o ano 2000, quando ele foi um dos pioneiros na investigação da organização criminosa Primeiro Comando da Capital, PCC. Ele passou pelo Denarc (Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico), ele passou pelo Decap (Departamento de Polícia Judiciária da Capital) — grande departamento na capital do estado de São Paulo — passou também pelo DEC — responsável pela educação, planejamento, organização, coordenação, fiscalização e o controle das atividades de ensino da Polícia Militar do estado de São Paulo — e foi delegado-geral de 2019 a 2022. Nesse período, ele foi um dos responsáveis pelo isolamento em regime diferenciado de lideranças do Primeiro Comando da Capital e outras organizações criminosas também”, diz o entrevistado.

Ao ser questionado, o profissional afirmou que, na visão das autoridades, os criminosos táticos não são os orquestradores do assassinato pela forma como agiram, e ainda ressaltou que o crime não foi cometido por motivos banais como raiva ou vingança. Para ele, a execução foi uma forma de passar uma mensagem ao governo e à nação.

“A gente vê que eles atuaram de maneira técnica, de maneira muito bem organizada e planejada e isso nos dá a convicção de que há um planejamento e que outras pessoas estão por trás desse crime [...] eles quiseram dizer o seguinte, talvez, olha, a gente pode fazer com qualquer um, inclusive com um ex-delegado geral, inclusive com alguém que trabalha na linha de frente do enfrentamento ao crime organizado”, afirma.

André Santos Pereira mencionou também a necessidade de sair dos discursos para se chegar a resultados efetivos. Sobre as investigações, ele pediu para deixar de lado o viés ideológico e também demonstrou ser contrário à federalização do caso.

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