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Saneamento básico: universalização do serviço pode atrasar quase 40 anos

Presidente-executiva do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto analisa avanços e desafios do Marco Legal, que completa cinco anos nesta terça (15)

Hora News|Do R7

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“O rio não está poluído à toa, ele está poluído porque a gente lança esgoto bruto e ele não tem mais a capacidade de regenerar”, diz a presidente-executiva do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto, ao comentar os desafios para o avanço do saneamento básico no país. O Marco Legal do Saneamento completou cinco anos nesta terça-feira (15).

Ao Hora News desta terça-feira (15), Luana explica que, apesar de avanços em algumas regiões, ainda há grande desigualdade no acesso à água tratada e à coleta de esgoto. “Santarém, por exemplo, não tem 50% da população com acesso à água”, diz, ao criticar os baixos investimentos em municípios do Norte e Nordeste.

A especialista avalia que, no ritmo atual, a universalização do saneamento, prevista no marco para 2033, só seria atingida em 2070. “Nós deveríamos estar com um ritmo de investimento de R$ 223 por ano por habitante, mas o Brasil tem um ritmo de R$ 126”, comenta.

Ela destaca que o problema atinge também áreas metropolitanas de estados ricos. “Duque de Caxias, por exemplo, tem 8% de coleta de esgoto”. Luana ressalta os impactos na saúde e na educação: “Hoje a gente tem uma diferença de 1,8 ano de estudo entre uma criança que teve acesso ao saneamento ou não”.

Sobre a regionalização prevista no marco, Luana diz que ela está em andamento e é essencial para incluir cidades pequenas. Ela alerta ainda para a influência das mudanças climáticas sobre os sistemas: “Toda infraestrutura tem que ser planejada pensando nesses eventos”, afirma, ao defender ações que considerem secas, enchentes e ondas de calor no planejamento urbano.

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