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Dia das Crianças: como falar sobre dinheiro com seu filho desde cedo

Especialistas aconselham os pais a incluírem os pequenos nas discussões do orçamento da casa e a traçar os objetivos da família

Economia|Márcia Rodrigues, do R7

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Crianças devem ser estimuladas desde cedo sobre a importância de se cuidar do dinheiro
Crianças devem ser estimuladas desde cedo sobre a importância de se cuidar do dinheiro

Muitas famílias ainda evitam falar sobre dinheiro com os filhos, na maioria das vezes por acharem que ainda é cedo para tocar no assunto e que precipitar as coisas não fará diferença em suas vidas. Ledo engano.

"Estimular a educação financeira na infância estimula a construção de hábitos sustentáveis desde cedo", explica a educadora financeira Teresa Tayra.

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Envolver todos os integrantes da família no planejamento do orçamento é um dos requisitos para manter as finanças saudáveis, segundo Márcia Silva, gerente de investimentos na Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP.

"O que muita gente não sabe, no entanto, é que esse processo não inclui somente os adultos. A educação financeira para crianças e adolescentes ajuda no controle das contas da casa e prepara os pequenos para lidarem melhor com seu próprio dinheiro no futuro", diz Márcia.

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Confira algumas dicas das especialistas para estimular desde cedo as crianças a saberem a importância do dinheiro e a melhor forma de administra-lo em suas vidas.

1) Nem tudo é para agora

Para a criança entender que nem tudo é para agora, precisamos explicar que o ato de comprar envolve mais coisas do que ir à loja e passar o cartão.

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Explique que antes de comprar é preciso verificar se aquele gasto cabe no orçamento, que é importante pesquisar preços e marcas e não adquirir nada por impulso ou influenciada por alguém próximo ou pela mídia.

2) Busca por alternativas

Antes de comprar, precisamos nos fazer algumas perguntas já conhecidas: quero? Preciso? Posso pagar? Vale acrescentar outros questionamentos nesse momento: tenho outra alternativa? Posso lugar? Reutilizar ou reciclar? Emprestar ou compartilhar?

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"Esse pensamento ajuda não apenas no fato de economizar, mas em alternativas mais sustentáveis", conta Teresa.

3) Cuidados com seus pertences

As crianças precisam desde cedo aprender a cuidar dos seus pertences, brinquedos, roupas, material escolar, entre outros. Com isso evitamos compras e gastos antecipados e desnecessários.

"Aprender a cuidar bem de você e suas coisas desde cedo, trará um reflexo positivo na vida adulta. Exemplo: se cuido bem do carro, ele vale mais na troca por outro. Se cuido da saúde, evito gastos com remédios", orienta Teresa.

4) O poder da recompensa

Seu filho pode não se interessar em economizar por não entender a recompensa por isso.

É importante explicar que economizar é abrir mão de algo hoje para ter algo melhor no futuro.

Cada família tem uma realidade financeira. Explique a sua e o motivo para economizarem. Talvez seja para um passeio, para as contas não entrarem no vermelho. Deixe a criança participar mais dos objetivos da família.

5) Fale de forma lúdica e divertida

A criança está aberta a aprender, por isso fale sobre dinheiro com exemplos que ela entenda.

Plantar uma semente para ter frutos no futuro é uma boa comparação para falar com a criança sobre o assunto, sugere Teresa.

6) Valorize momentos juntos

Sempre é bom lembrar o quanto, muitas vezes, estamos valorizando mais os presentes que a presença.

"Não compense com presentes uma possível culpa por ausência. A boa lembrança da infância está nos momentos com pessoas queridas", comenta Teresa.

7) Incentive conquistas

Incentivar a criança a conquistar algo faz uma diferença grande na vida adulta. Pensar em solução, usar a mente ativa, tirar uma ideia do papel permite que ela reconheça seus potenciais.

O que fazer para aumentar sua mesada? Qual ideia você daria para a mamãe economizar nas compras do mercado?

"Ideias que geram dinheiro, mas principalmente geram importantes experiências e vivências nas crianças", afirma Teresa.

8) Abertura de conta e uso do cartão

Ter um cartão de débito para saques faz a criança entender o valor do dinheiro, o que é limite e saber o que pode ou não comprar. Já uma poupança dá para a criança a ideia de economizar para longo prazo, para um objetivo maior.

"Essa atividade ajuda no empoderamento financeiro da criança", comenta Márcia.

9) Dar ou não mesada?

Crianças de até 7 anos de idade não devem ganhar mesada, segundo Márcia.

"Até esta fase, o indicado é que o ganho seja por meritocracia. Por exemplo: a cada tarefa determinada e realizada pela criança são acumulados pontos que serão convertidos em dinheiro", afirma a especialista.

A partir dos 7 anos, as crianças podem receber mesada. Além do valor fixo mensal, os pais podem incrementar uma quantia extra mantendo a recompensa pelos méritos, conforme regras determinadas para a nova fase da criança.

Depois dos 10 anos, as regras referentes ao ganho de pontuação já estão estabelecidas e, nesse caso, o ganho por meritocracia deve ser descontinuado.

"Recomenda-se ainda que para uma mesada de R$ 150, por exemplo, deve-se separar R$ 50 para investir. Já o restante deve ser colocado em conta poupança para gastos da criança durante o mês", finaliza Márcia.

Saiba como inserir educação financeira na rotina das crianças

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