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Agência dos Correios na zona norte do Rio paralisa atividades após assaltos

Cerca de 38 carteiros e 14 funcionários paralisaram as atividades em Pilares por insegurança

Rio de Janeiro|Do R7, com Agência Brasil

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Trabalhadores dos Correios do CDD (Centro de Distribuição Domiciliária) de Pilares, zona norte do Rio, paralisaram nesta quinta-feira (7) as atividades, por falta de segurança na unidade. Nos últimos meses, o centro de distribuição sofreu vários assaltos a veículos, para roubo de carga. Cerca de 38 carteiros e 14 funcionários paralisaram as atividades na unidade, que distribui correspondências a milhares de pessoas em uma área que abrange os bairros Abolição, Piedade, Pilares, Cavalcante, Inhaúma, Thomaz Coelho e parte de Benfica.

— Nós estamos sofrendo assaltos diariamente. De cada três viaturas que saem, uma ou duas são assaltadas. Elas já saem visadas e quando abrem o portão, os assaltantes já estão posicionados para roubar a carga—, disse a diretora do Sintect-RJ (Sindicato dos Trabalhadores na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos do Rio de Janeiro), Edna Barros.

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Edna Barros conta que a falta de segurança na unidade contribui para a onda de assaltos, que já dura meses, sem que nenhuma providência seja tomada.

— Eles [os bandidos] estão todos próximos da nossa unidade, já que nós trabalhamos com cargas valiosas. Nada mais do que justo e evidente que tem que ter segurança. Alguns funcionários já foram agredidos por pessoas que vêm à unidade retirar suas encomendas. Não que o segurança possa impedir totalmente, mas pelo menos as pessoas já vão pensar duas vezes antes de ameaçar um companheiro, antes de querer assaltar.

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Edna disse ainda que algumas reivindicações feitas aos Correios foram atendidas, como a troca do portão, mas que os trabalhadores continuam pedindo a escolta para os veículos que fazem entregas e pelo menos um segurança na porta da unidade.

— Por enquanto eles ainda não estão entrando na unidade para assaltar, até porque agora o portão já é automático, mas nós temos o outro portão que tem que ficar aberto, pois as pessoas têm de ter acesso à agência para retirar suas encomendas. Nós fizemos reuniões com a presença do sindicato, dos representantes da empresa e essa semana nós fizemos outra assembleia e demos prazo até hoje para colocar aqui [na unidade] pelo menos um segurança patrimonial. A empresa não só não nos atendeu como também nenhum representante dos Correios compareceu aqui. Nós estamos aqui com representantes do sindicato e estamos respaldados por documentos dessa paralisação. Como nenhum representante compareceu até as 12h, nós liberamos os funcionários e na sexta (8), na parte da manhã, caso não compareça, nós continuaremos a nossa paralisação—, explicou. 

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Segundo relato de Edna, quando o motorista é assaltado, ele precisa ir na sede à Polícia Federal para fazer o boletim de ocorrência, depois ele vai para empresa informar sobre a carga roubada. Na sequência passa pela assistente social e, como os assaltos repetem-se muito, os motoristas estão traumatizados.

— Eles se afastam e, no lugar deles, remaneja-se carteiro pedestre para sair na viatura e o mesmo acaba acontecendo: esse que foi remanejado é assaltado e passa pelo mesmo processo.

Em nota, os Correios informaram que agem em parceria com as autoridades de segurança estadual e federal na prevenção a assaltos. A empresa vem mantendo contato direto com o 3º Batalhão da Polícia Militar que já providenciou o policiamento ostensivo na região de Pilares. Na sede da empresa, no Rio de Janeiro, funciona o Núcleo de Repressão a Crimes Postais, órgão da Superintendência da Polícia Federal, com atribuição exclusiva de apurar os delitos postais e investigar roubos, identificando quadrilhas que atuam contra os trabalhadores dos Correios e contra o patrimônio público. A empresa também presta assistência médica e acompanhamento psicológico aos profissionais que são vítimas de violência. O órgão informa ainda que vai colocar em prática um plano de contingência para atender à distribuição de correspondências no bairro.

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