Agentes do Degase permanecem em greve após tumulto em unidade

Wilson Witzel publicou, na segunda (4), o decreto que libera o porte de armas e regulamenta o pagamento das horas extras para os agentes

Uma semana após o tumulto, a greve continua

Uma semana após o tumulto, a greve continua

Reprodução

Agentes do Degase (Departamento Geral de Ações Socioeducativas) decidiram manter a greve por tempo indeterminado, uma semana após o tumulto que ocorreu no Cense-GCA (Centro de Socioeducação Gelso de Carvalho Amaral), na Ilha do Governador, na zona norte do Rio, na última terça-feira (5).

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O Sind-Degase decidiu manter a greve mesmo com o avanço de duas das quatro reivindicações da categoria. 

O governador Wilson Witzel publicou, em diário oficial na segunda-feira (4), o decreto que libera o porte de armas e regulamenta o pagamento das horas extras para os agentes. As duas medidas já eram leis estaduais, mas faltava o executivo estadual implementá-las.

O sindicato alega que uma das principais questões é a progressão funcional, que é automática e prevista na lei dos cargos dos agentes. A outra demanda da categoria é o concurso público para preenchimento dos cargos vagos.

Em nota, o Degase garante manter seus serviços essenciais: saúde, alimentação, visitação e apresentação em audiência mediante a ordem judicial. Garantidos com o apoio dos servidores comissionados sob a coordenação dos diretores de cada unidade.

Os funcionários vão cumprir horário normal, mas não vão executar serviços de rotina, exceto para casos de cumprimento de ordem judicial, assim como situações de emergência médica ou de ocorrência policial.

Também foi informado à Polícia Militar sobre a paralisação e solicitado o apoio nos períodos em que os jovens saem para audiência e para os dias de visitação.

Quanto ao início de tumulto na madrugada de terça-feira (5), adolescentes dos da Cense-GCA quebraram uma das portas da unidade. Foi acionado o apoio do GAR (Grupamento de Ações Rápidas do Degase), que conteve o tumulto no mesmo momento .Ninguém se feriu e não houve fuga, segundo o Degase.

*Sob supervisão de Celso Fonseca