Alerj aprova mais 3 projetos do pacote de Pezão após retirar de pauta proposta de limitar Bilhete Único
Moradores de Paqueta e Ilha Grande passarão a pagar passagem das barcas
Rio de Janeiro|Do R7

Os deputados estaduais do Rio aprovaram na tarde desta quarta-feira (7) mais três projetos do pacote de ajuste fiscal do governador Luiz Fernando Pezão, após retirarem de pauta o projeto que limita o subsídio do Bilhete Único condedido aos usuários a R$ 150 por mês.
A Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) aceitou a proposta de proibir qualquer anistia aos devedores de impostos estaduais pelos próximos dez anos e outra que promove mudanças nas regras de pagamentos com precatórios. Os parlamentares ainda aprovaram o projeto que acaba com a isenção da tarifa da barca aos moradores de Ilha Grande e de Paquetá, mas com alterações.
Os inscritos na dívida ativa do Estado terão um prazo de 30 dias para adequação à nova norma para o pagamento de débitos tributários. A proibição não valerá para cancelamento de débitos em que o valor seja inferior ao custo de cobrança. Uma emenda da bancada do PSol que foi aprovada permitirá que as pessoas físicas ou jurídicas possam realizar acordos em mutirões de renegociação com a Fazenda Estadual.
Já os moradores de Ilha Grande e Paquetá que tem a renda isenta de declaração no imposto de renda, atualmente em cerca 1.900 reais mensais segundo informou a Alerj, terão isenção na tarifa das barcas de Cocotá e Ilha Grande. Os demais pagarão metade da tarifa normal, chama de tarifa de equilíbrio. No caso dos passageiros que utilizam as barcas das linhas da Ilha do Governador e de Paquetá passarão a pagar a tarifa do Bilhete Único, independente de integração intermunicipal. O texto teve nove das 27 emendas aprovadas.
Nesta terça-feira (6), os deputados aprovaram os dois primeiros projetos do pacote de austeridade. A votação aconteceu em meio a confronto entre PMs e servidores que transformou o centro do Rio em uma praça de guerra e deixou dezenas de feridos.
Com os dois primeiros projetos aprovados no plenário da Alerj, Pezão e o vice Francisco Dornelles, além dos secretários e subsecretários, terão os salários reduzidos em 30%. Também será criado um modelo de intimação eletrônica para cobranças da Fazenda Estadual.
Um destaque que permitia que servidores que assumissem pastas acumulassem salário acima do teto estabelecido pela legislação foi rejeitado pelos deuputados por 32 votos a 19.
Os parlamentares também aprovaram duas medidas de cortes de gastos propostas pela Mesa Diretora da Alerj. Com a decisão, fica proibida a realização de sessões solenes à noite, fora do horário de expediente, e será extinta a frota de carros oficiais da Casa Legislativa. Os deputados esperam economizar R$ 26 milhões ao ano com a aprovação das propostas.
A primeira votação dos projetos do pacote de austeridade do governador Pezão, na terça-feira (6), foi marcada por protestos e confusão. Do lado de fora da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), servidores e policiais entraram em confronto du...
A primeira votação dos projetos do pacote de austeridade do governador Pezão, na terça-feira (6), foi marcada por protestos e confusão. Do lado de fora da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), servidores e policiais entraram em confronto durante as manifestações. O entorno da Casa Legislativa se transformou numa praça de guerra, com policiais lançando bombas e manifestantes, fogos de artifício. PMs usaram as janelas igreja de São José para atacar manifestantes. Os servidores fizeram barricadas e atearam fogo em entulhos e pedaços de madeira no meio da rua. Segundo a Alerj, cerca de 30 pessoas foram atendidas no ambulatório da Casa. A maioria teria passado mal por causa do forte cheiro de gás lacrimogêneo e do spray de pimenta




![Por meio de nota, a PM justificou o uso da igreja de São José, vizinha à Alerj, "para coibir a ação de manifestantes violentos no interior e no entorno da igreja. O ponto necessário para conter os manifestantes foi o segundo andar do prédio, que proporcionou a visualização da manifestação aos policiais, através das janelas".
A Arquidiocese do Rio de Janeiro disse que vai apurar a invasão da igreja São José. Em nota, a administração apostólica disse que “em face do contexto atual que marca o Estado do Rio de Janeiro, importa [que] as soluções sejam buscadas através do diálogo e do esforço de todos, em vista da justiça e da paz”](https://newr7-r7-prod.web.arc-cdn.net/resizer/v2/5PVCO7RWTJMMLJT73FVE2NUQZ4.jpg?auth=4bd9aa4e16142dd74e3462aa07b91b33f59ed28e55fbbfa280e8b64e06884efa&width=700&height=549)

















