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Alvo de operação da PF, diretor-presidente do Rioprevidência está fora do país

Deivis Marcon é investigado com outros dois gestores da autarquia, devido à execução de supostas operações financeiras irregulares

Rio de Janeiro|Bruna Pauxis, do R7, e Nathália Martins, da RECORD, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Deivis Marcon Antunes, diretor-presidente da Rioprevidência, está fora do Brasil e é alvo de investigação da PF.
  • Ele é investigado por movimentações financeiras de R$ 970 milhões em Letras Financeiras do Banco Master.
  • Crimes apurados incluem gestão fraudulenta, desvio de recursos e corrupção passiva.
  • A Rioprevidência afirma que os investimentos cumpriram a legislação e os pagamentos estão sendo realizados normalmente.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Deivis Marcon Antunes (foto), Eucherio Lerner e Pedro Pinheiro Guerra Leal são investigados Rioprevidência/Reprodução - Arquivo

O diretor-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, um dos três alvos da Operação Barco de Papel, deflagrada pela PF (Polícia Federal) nesta sexta-feira (23), está fora do Brasil. A corporação cumpriu quatro mandados de busca e apreensão na sede da autarquia e em endereços vinculados aos investigados.

A operação apura supostas movimentações financeiras irregulares que colocaram em risco o patrimônio do Rioprevidência.


Deivis e outros dois alvos vinculados à diretoria de investimentos da instituição — Eucherio Lerner Rodrigues e Pedro Pinheiro Guerra Leal — são investigados em virtude de uma aplicação de, aproximadamente, R$ 970 milhões em letras financeiras emitidas pelo Banco Master.

A PF apura crimes contra o SFN (Sistema Financeiro Nacional), como de gestão fraudulenta, desvio de recursos, indução a erro em repartição pública, fraude a fiscalização ou investidor, associação criminosa e corrupção passiva.


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O R7 tenta contato com as defesas de Deivis Marcon e dos demais investigados. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.

Por meio de nota, o Rioprevidência informou que os investimentos feitos pela autarquia seguiram as normas vigentes e que a aplicação investigada tem sido quitada.


O órgão acrescentou que a “prestação de serviços acontece normalmente, e o calendário de pagamentos permanece sem qualquer alteração.”

Leia a nota na íntegra:


O Rioprevidência informa que todos os investimentos efetuados pela autarquia observaram rigorosamente a legislação vigente e as normas dos órgãos de controle.

O Rioprevidência destaca ainda que está resguardado por decisão judicial, de dezembro de 2025, que determinou a retenção de cerca de R$ 970 milhões, acrescidos de juros e correção monetária, referentes aos valores investidos pela autarquia. A medida visa proteger o patrimônio previdenciário dos servidores ativos, aposentados e pensionistas do Estado do Rio.

Dessa forma, o investimento está sendo quitado com a retenção de valores decorrentes dos empréstimos consignados, que seriam repassados ao banco. Importante ressaltar que, com isso, os recursos estão à disposição do caixa previdenciário e o investimento será liquidado em cerca de dois anos.

A autarquia reforça, também, que está à disposição das autoridades competentes para prestar todos os esclarecimentos necessários e reafirma seu compromisso com a transparência, a legalidade e a defesa dos recursos previdenciários.

O Rioprevidência informa ainda aos segurados que a prestação de serviços acontece normalmente, e o calendário de pagamentos permanece sem qualquer alteração."

Banco Master

Em 18 de novembro último, o Master foi liquidado pelo Banco Central, após investigações da PF revelarem o uso de créditos fictícios e a execução de triangulações financeiras complexas pela empresa para inflar artificialmente o patrimônio do banco e mascarar um colapso de liquidez.

O esquema envolvia a emissão de títulos falsos e a venda de carteiras de crédito inexistentes para outras instituições, como o BRB — um banco público —, além da captação de recursos de investidores por meio da oferta de taxas de juros consideradas insustentáveis pelo mercado.

O encerramento das atividades do Banco Master foi questionado na Justiça e será avaliado pelo TCU (Tribunal de Contas da União). Contudo, não há possibilidade de que a liquidação seja revertida, segundo informações da própria Corte.

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