Após confronto entre manifestantes e PM, segurança é reforçada na casa de Sérgio Cabral
Protesto acabou em correria, balas de borracha e bombas de efeito moral
Rio de Janeiro|Do R7

O entorno do prédio onde mora o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, amanheceu com policiamento reforçado nesta sexta-feira (5), dia seguinte ao protesto que reuniu cerca de 400 manifestantes e terminou em tumulto, no Leblon, zona sul da capital fluminense.
Por volta das 8h, sete viaturas da Polícia Militar faziam a segurança na esquina da rua Aristides Espínola e avenida Delfim Moreira. O clima era tranquilo na região.
Tumulto
Por volta das 22h40 de quinta-feira, manifestantes e policiais do Batalhão de Choque entraram em confronto. Houve disparos de balas de borracha e bombas de efeito moral. O protesto durou cerca de cinco horas.
Segundo a PM, os agentes do Choque foram atacados e reagiram. Durante a confusão, manifestantes incendiaram lixeiras e uma pilha de engradados de garrafas de água mineral que estava próxima ao calçadão da praia do Leblon.
De acordo com a Polícia Civil, seis pessoas foram detidas e levadas à Delegacia do Leblon (14ª DP). Duas delas foram autuadas por tentativa de lesão corporal, por jogar pedras em PMs, e uma por porte de drogas. Todos foram liberados. Três policiais ficaram feridos.
A concentração em frente à casa de Cabral começou por volta das 18h40. os manifestantes tomaram a esquina da rua Aristides Espínola e avenida Delfim Moreira. As vias foram interditadas.
O objetivo do grupo é criticar o governo de Cabral e a ação da polícia em manifestações que vem acontecendo por todo o País, principalmente no Rio de Janeiro. A manifestação intitulada Dez Mil na Rua do Cabral foi idealizada após a retirada do acampamento de manifestantes - que se encontravam no local desde 21 de junho - pela PM na terça-feira (2).
Retirada do acampamento
A Polícia Militar retirou na madrugada de terça-feira (2), cerca de 15 manifestantes que ainda estavam acampados em frente à casa do governador Sérgio Cabral. Segundo a Polícia Civil, dez manifestantes foram levados à Delegacia do Leblon (14ª DP). Um deles, identificado como Jair Seixas Rodrigues, de 37 anos, teria se exaltado ao ser abordado e foi preso. Segundo PMs, ele quebrou o vidro de uma viatura.
Seixas acabou autuado por dano ao patrimônio público e a autoridade policial. Ele pagou fiança de R$ 800 e responderá em liberdade.
Ainda segundo a Polícia Civil, os pertences pessoais dos manifestantes foram devolvidos. Foram apreendidos cartazes, colchonetes e edredons. O material foi encaminhado para perícia no ICCE (Instituto de Criminalística Carlos Éboli).
O grupo de manifestantes mantinha barracas montadas próximo à casa do governador desde o último dia 21. No dia 27 de junho, ele recebeu alguns representantes do grupo no Palácio Guanabara. Apesar do encontro, o acampamento foi mantido.















