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Após duas semanas, termina incêndio na região serrana do Rio 

Chuva da madrugada desta segunda (20) ajudou a acabar com os focos de incêndio 

Rio de Janeiro|Do R7, com Agência Brasil

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Fogo queimou o equivalente a 3.500 campos de futebol
Fogo queimou o equivalente a 3.500 campos de futebol

O incêndio que atingiu a região serrana do Rio e o Parque Nacional da Serra dos Órgãos nos últimos dias foi considerado extinto na tarde desta segunda-feira (20) pelo Corpo de Bombeiros e pela equipe do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação de Biodiversidade). Os dois últimos focos de fogo na região de Itaipava foram extintos com o auxílio de dois helicópteros.

De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros da região serrana, coronel Roberto Robadey, a chuva da noite de domingo (19) acabou com os focos de incêndio que atingiam a região serrana desde o último dia 7. Segundo Robadey, como a mata era fechada e de difícil acesso, foi necessário o uso das aeronaves para encharcar o solo e promover a extinção completa dos focos.


O oficial do Corpo de Bombeiros fez um alerta à população que mora na região serrana do Rio para que não provoque queimadas e não queime lixo na porta de casa.

— Todo dia o morador junta as folhas no quintal e coloca fogo. Isso é uma irresponsabilidade total nesta época de estiagem. A pessoa acaba perdendo o controle do fogo e ele atinge a mata.


Robadey explicou que o incêndio na vegetação acaba facilitando o deslizamento de terra em dias de chuva forte.

— O incêndio tira a cobertura vegetal das nossas encostas íngremes da região serrana. Quando vem a chuva forte sem a proteção natural que as encostas têm, esse deslizamento pode acabar caindo sobre a casa dele. O morador não deve promover essas queimadas, até mesmo para se proteger de desastres ainda piores.

O coordenador de Emergências Ambientais do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação de Biodiversidade), Christian Berlinck, disse que os focos de incêndio foram controlados também na área do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, que teve 1.840 hectares (um hectare equivale à medida de um campo de futebol oficial) de vegetação de Mata Atlântica destruídos. Segundo ele, um levantamento preliminar indica que não há avaliação de quanto tempo levará para a área da floresta ser recuperada. 

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