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Após remover favela perto do Maracanã, Rio quer concluir polo depois da Copa; conheça projeto

Licitação escolherá empresa que construirá Polo Automotivo da Mangueira por R$ 30,5 mi

Rio de Janeiro|Do R7

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Manifestante vestido de Batman participou do protesto
Manifestante vestido de Batman participou do protesto
Croquis do projeto do Polo Automotivo da Mangueira
Croquis do projeto do Polo Automotivo da Mangueira

A remoção da favela do Metrô, na Mangueira, zona norte do Rio, gerou protestos dos moradores, que resistem em deixar a região. O espaço de 21.600 m², próximo ao complexo esportivo do Maracanã, dará lugar ao Polo Automotivo Mangueira. O projeto abrigará oficinas mecânicas, comércio e área de lazer. A prefeitura prevê que a construção será concluída após a Copa do Mundo, que acontece no País em meados de junho.

Ouvindo os comerciantes da região, a equipe de projetos da SMH (Secretaria Municipal de Habitação) criou o projeto, que também foi baseado em estudo do Sebrae-RJ sobre construções comerciais da Mangueira. O diagnóstico apontou que grande parte dos estabelecimentos da região são oficinas automotivas, bares, lanchonetes, mercados e padarias.


A intenção de formalizar os estabelecimentos incentivou os moradores a pedirem a construção do polo, segundo informou a SMH. Ele será constituído por cinco construções que abrigarão 96 estabelecimentos, além de áreas livres de alimentação e convivência. Segundo a SMH, as lojas serão entregues aos comerciantes em regime de concessão. A administração e manutenção do espaço, incluindo as áreas comuns, também será responsabilidade deles.

O projeto foi orçado em R$ 30,5 milhões e está em processo de licitação. A prefeitura estima que a obra seja concluída em até um ano e meio após a escolha da empresa licitada. Ainda não há data definida para a escolha da empresa.


No novo espaço também haverá um parque linear com ciclovia, parque infantil, academia de terceira idade e parque de skate. O projeto prevê mesas de jogos e bicicletários, além do plantio de 400 árvores e da criação de 90 vagas de estacionamento ao longo das vias de acesso ao polo. A ação sofre críticas quanto a suposta intenção de transformar a região em estacionamento para eventos no Maracanã. Questionada, a secretaria informou que essas vagas de estacionamento serão para os visitantes do parque linear e clientes do polo automotivo. Quanto às críticas de que as vagas se destinariam a jogos do estádio, a prefeitura diz nunca ter mencionado essa possibilidade.

Mais de 600 famílias viviam na favela do Metrô antes do início das remoções. Segundo a prefeitura, os moradores receberam imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida, e grande parte se mudou para os condomínios Mangueira I e Mangueira II, próximo à comunidade. Os demais moradores foram mandados para o Bairro Carioca, em Triagem, também na zona norte.


A operação de derrubada da comunidade começou na terça-feira (7) e gerou protesto de moradores que, segundo a prefeitura, ocuparam as casas que ficaram livres após o reassentamento. Na quinta-feira (9), após o conflito, a prefeitura anunciou que cadastraria todas as famílias para que recebessem aluguéis sociais até a entrega de imóveis do Minha Casa, Minha Vida.

*Colaborou PH Rosa, do R7 Rio

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