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Avó de Henry diz que acredita que neto foi agredido no dia da morte

Antes de ser questionada por juíza, Rosângela Medeiros disse que neto nunca foi agredido: 'Jamais permitiria isso'

Rio de Janeiro|Do R7

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Monique e Jairinho participaram de audiência no Tribunal de Justiça
Monique e Jairinho participaram de audiência no Tribunal de Justiça

A mãe de Monique Medeiros, Rosângela Medeiros, foi a última a ser ouvida na quarta-feira (15), no terceiro dia de audiência que apura a morte de Henry Borel, de 4 anos, em março deste ano.

Durante a audiência, ela negou ter conhecimento sobre possíveis violências que o neto sofresse por parte de Jairinho. "Henry nunca foi agredido, eu jamais deixaria isso. Nunca reclamou de nenhuma agressão, ou tortura."

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Entretanto, após ser questionada pela juíza Elizabeth Machado Louro se acreditava que o neto foi agredido no dia da morte, em razão de a perícia ter apontado lesões internas no corpo do menino, a avó respondeu que sim.

Antes de falar sobre as agressões sofridas pelo menino, Rosângela disse não saber se o menino tomava algum tipo de antidepressivo, mas que a psicóloga que o atendeu cinco vezes nunca apontou indícios de depressão nele.

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“Nem a psicóloga que fez cinco sessões com o Henry mostrou em nenhum momento que ele estivesse triste, chateado, depressivo.”

Durante todo o dia, foram ouvidas testemunhas de defesa de Monique. Entre os convocados para depor estava o irmão dela, Bryan Medeiros. Ele disse que ela pensou em tirar a própria vida no dia do velório do menino.

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"O tempo foi passando, a gente ficou ligando, [perguntávamos] cadê a Monique, cadê a Monique? E depois eu fui saber que ela pensou em jogar o carro da ponte, que ela saiu de carro e pensou em tirar a própria vida. Então, ela demorou a chegar [no velório]. A Monique nunca mais foi feliz depois daquilo."

Em seu depoimento, Bryan disse que a irmã foi "a melhor mãe que Henry poderia ter tido". Questionado sobre a passagem de Monique por um salão de beleza no dia seguinte ao velório de Henry, se limitou a dizer que não tem "arcabouço técnico" para julgar o processo de luto.

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