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Bancário baleado após furar blitz diz que fugiu por medo de ser um falso bloqueio

De acordo com a PM, motorista quase atropelou um policial militar que estava na blitz

Rio de Janeiro|Do R7, com Balanço Geral RJ

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Major que atirou será indiciado por lesão corporal culposa
Major que atirou será indiciado por lesão corporal culposa

O bancário Marco Antônio Pereira, de 51 anos, disse à polícia que fugiu de uma blitz em Praça Seca, zona oeste do Rio de Janeiro, porque teve medo de que o bloqueio fosse falso. O motorista foi baleado por um major da Polícia Militar após ultrapassar a barreira da blitz na madrugada de domingo (8) e está internado em um hospital particular em Cascadura, zona norte.

De acordo com a PM, os agentes faziam patrulhamento contra o tráfico de drogas e outros crimes na rua Cândido Benício, quando o veículo passou pela barreira em alta velocidade. Ainda segundo a corporação, os PMs fizeram sinal para o motorista parar, mas não foram atendidos.


Os agentes relataram que, por pouco, um dos PMs não foi atropelado. O major que comandava a operação acabou atirando na parte traseira do carro. O disparo atravessou a mala e acertou Pereira.

O bancário prestou depoimento à polícia e disse que passou direto, pois estava com medo que fosse um falso bloqueio. Ele só parou em uma unidade do Corpo de Bombeiros, onde pediu socorro.


O motorista do veículo será indiciado por desobediência e tentativa de lesão corporal após quase ter atropelado um policial.

As armas de todos os agentes envolvidos foram apreendidas para perícia e o major, que admitiu ter atirado, será indiciado por lesão corporal culposa, quando não há intenção de matar. Além disso, será aberto um processo administrativo na corporação para apurar a conduta.


A vítima foi socorrida e encaminhada ao Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes, zona norte do Rio. Depois, foi transferida para um hospital particular em Cascadura e passou por uma cirurgia. A pedido da família, o boletim médico não foi divulgado.

O caso foi registrado na 29ª DP (Madureira). Agentes buscam imagens de câmeras de segurança e testemunhas que possam ajudar nas investigações. 

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