Biólogo explica nota técnica da UFRJ sobre a água no Rio de Janeiro

De acordo com a Cedae, a água apresenta cor, sabor e odor devido à presença de geosmina, produzida por algas. Contudo, a água segue potável

Homem trabalha em estação de tratamento de água

Homem trabalha em estação de tratamento de água

Reprodução

Há duas semanas a água que sai da torneira da casa de muitas famílias cariocas continua com sabor e odor fortes ou com cor turva. Por causa desta situação, um grupo de professores da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) emitiu uma nota técnica alertando a Cedae (Companhia de Águas e Esgotos do estado) para uma ameaça real à segurança hídrica no Rio de Janeiro.

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Em entrevista ao JRNews da Record News, o professor de biologia da UFRJ, Francisco Esteves, explicou que a nota da instituição relembra que o problema é anterior ao tratamento da água coletada para o abastecimento da cidade. 

"Os mananciais recebem água de uma região que está sendo completamente degrada há muitos anos, recebendo poluição doméstica e industrial. Os rios Paraíba do Sul e Guandu são ambientes de diluição de esgosto e ele é um coquetel que chega até a estação de tratamento de água", comenta.

Para o especialista, o sistema também está defasado e precisa de uma atualização. Esteves explica que a geosmina é apenas uma das substâncias encontradas na água, e ela indica que a água provém de uma região de degradação ambiental.

Assista à íntegra da entrevista