Diretor de saneamento da Cedae é exonerado do cargo 

Crise na água já dura duas semanas. Governador do Rio participou de reunião com representantes do BNDES para concessão da Cedae 

Witzel participa de reunião com representante do BNDS

Witzel participa de reunião com representante do BNDS

Divulgação

O diretor de saneamento e grande operação da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), Marcos Chimelli, foi exonerado do cargo, nesta sexta-feira (17). A informação foi confirmada pela companhia.

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O Conselho de Administração da Cedae decidiu que Carlos Braz assume o cargo interinamente. 

Nesta sexta-feira (17), três funcionários da empresa prestaram depoimento na DDSD (Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados). Na quinta-feira (16), agentes da mesma especializada estiveram na Estação de Tratamento do Guandu, em Nova Iguaçu, para saber se a coloração, gosto e cheiro ruim da água foram provocados pela alga ou se houve algum tipo de sabotagem.

Os policiais recolheram mostras da água e tiveram acesso ao circuito interno de câmeras de segurança do local.

Segundo a delegada responsável pelo caso, a investigação ainda é muito prematura, mas os agentes ainda devem ouvir funcionários da Cedae para colher novas informações.

Investimentos de R$ 32 bilhões

Nesta sexta-feira (17), o governador Wilson Witzel participou de uma reunião com representantes do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) sobre a concessão da Cedae.

No encontro, foram discutidas as principais medidas e prazos para a concessão da companhia, que deve ser feita este ano, para garantir investimentos de R$ 32 bilhões pelos próximos anos. 

A partir de fevereiro, o BNDES começa uma rodada de visitas a investidores no exterior para atrair potenciais interessados na Cedae.

Wilson Witzel também comentou os problemas no abastecimento de água tratada aos consumidores.

"O que aconteceu nas últimas semanas é muito preocupante. Identificamos que houve falha na prestação do serviço. Esta falha, inequivocamente, causou um desconforto no consumidor e pode ter sido em razão de interesses contrários ao próprio leilão de concessão. Por isso, a Polícia Civil está investigando e serão  interrogados servidores e funcionários da Cedae", afirmou o governador. 

Crise da água já dura cerca de duas semanas 

Moradores da zona oeste e da Baixada Fluminense estão com problemas no abastecimento de água, que tem chegado com uma cor amarelada e cheiro forte nas torneiras dessas regiões. Os relatos nas redes sociais começaram no dia 6 de janeiro. 

Algumas pessoas afirmaram ardência nos olhos após lavar o rosto com a água supostamente contaminada. Também houveram relatos de pessoas que tiveram febre, enjoo e vômito ao consumir essa água.