Bretas condena ex-secretário de Obras de Paes a 22 anos de prisão

Segundo juiz, Alexandre Pinto recebeu propina de empreiteira responsável por construção de corredor do BRT para Jogos Olímpicos de 2016

Alexandre Pinto confessou ter recebido propina

Alexandre Pinto confessou ter recebido propina

Tânia Rêgo/Agência Brasil/04.08.2017

O ex-secretário de Obras Alexandre Pinto, que atuou durante a gestão do ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes, foi condenado a mais 22 anos e 11 meses de prisão, pelos crimes de corrupção passiva e participação em organização criminosa. O ex-secretário atualmente cumpre outra sentença, de 23 anos e cinco meses, por lavagem de dinheiro.

A pena foi proferida na quinta-feira (10) pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, no âmbito da Operação Rio 40 Graus, que investigou pagamento de propinas por empreiteiras, deflagrada em 2017.

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Em sua sentença, Bretas ressaltou que entre os agravantes estão o nível intelectual, profissional e sua posição no governo à época.

“Entendo ser elevada a sua culpabilidade, diante do nível de formação intelectual e profissional do réu, tendo ocupado o importante cargo público de Secretário Municipal de Obras da Prefeitura do Rio de Janeiro, tendo agido contra a moralidade e o patrimônio públicos, motivado por mera ganância e ambição desmedidas... As circunstâncias em que se deram as práticas corruptas, além das altas cifras envolvidas, revelam desprezo pelas instituições públicas”, escreveu o magistrado.

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Segundo o juiz, Alexandre Pinto teria recebido R$ 750 mil em propinas de uma empreiteira durante a construção do corredor expresso Transcarioca, e mais R$ 500 mil pelas obras de recuperação ambiental da bacia de Jacarepaguá, ambas obras necessárias para a realização dos Jogos Olímpicos de 2016.

Foi Bretas quem também condenou Alexandre Pinto pelo crime de lavagem de dinnheiro, em sentença decretada em outubro de 2018.

O R7 tenta contato com a defesa de Alexandre Pinto. O espaço está aberto para manifestação.