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Câmara do Rio aprova cinco projetos de Marielle Franco

Sessão extraordinária durou cerca de 40 minutos; uma das propostas cria campanha de conscientização e enfrentamento ao assédio e à violência sexual

Rio de Janeiro|Do R7

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Projetos da parlamentar vão à sanção de Marcelo Crivella
Projetos da parlamentar vão à sanção de Marcelo Crivella

No dia em que se completaram cinco meses do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro aprovou em segunda votação cinco projetos apresentados pela parlamentar em 2017. Eles haviam sido submetidos à primeira votação em 2 de maio. Os projetos vão à sanção do prefeito Marcelo Crivella.

Um dos projetos institui o programa Espaço Infantil Noturno, tipo de creche para atender necessidades de famílias que tenham suas atividades profissionais ou acadêmicas concentradas no horário noturno. Outro inclui no calendário oficial da cidade o "Dia de Tereza de Benguela e da mulher negra", comemorado em 25 de julho.

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O terceiro cria uma campanha permanente de conscientização e enfrentamento ao assédio e à violência sexual. Esse projeto prevê ações como promoção de campanhas educativas e não discriminatórias, formação permanente dos servidores e prestadores de serviço sobre o tema e a divulgação das políticas públicas voltadas para o atendimento às vítimas.

O quarto projeto institui o programa de efetivação das medidas socioeducativas em meio aberto no âmbito municipal, voltadas aos que cometeram atos infracionais menos graves, ou seja, sem violência ou ameaça. O quinto e último projeto cria o Dossiê Mulher Carioca, um estudo que reúne estatísticas periódicas sobre as mulheres atendidas pelas políticas públicas do município.

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Por falta de acordo entre os vereadores, um sexto projeto de lei de autoria de Marielle foi adiado por três sessões. Ele prevê a oficialização de um dia de luta contra a homofobia.

A sessão extraordinária demorou cerca de 40 minutos e só registrou um momento mais tenso quando o vereador Otoni de Paula (PSC) defendeu que a homenagem a Marielle deveria acontecer após o caso ser resolvido pela polícia. Na ocasião, ele foi vaiado.

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