Rio de Janeiro Câmara quer saber sobre ligação de Jairinho para governador

Câmara quer saber sobre ligação de Jairinho para governador

Claudio Castro recebeu ligação de vereador logo após a morte de Henry Borel, de 4 anos, em 8 de março

Agência Estado
Jairinho ligou para Cláudio Castro horas após a morte de Henry Borel

Jairinho ligou para Cláudio Castro horas após a morte de Henry Borel

Tânia Rêgo/Agência Brasil

O Conselho de Ética da Câmara Municipal do Rio de Janeiro decidiu, na terça-feira (25), notificar o governador Cláudio Castro (PSC) para que responda por escrito sobre o telefonema que recebeu do vereador Jairo Souza Santos Júnior, o doutor Jairinho, poucas horas após a morte do menino Henry Borel, enteado do vereador, no dia 8 de março. O Conselho quer saber oficialmente o que Jairinho, que está preso desde 8 de abril e responde a processo por torturar e matar Henry, queria com o governador.

No início de abril, o governador confirmou ter recebido essa ligação. "No telefonema, ao saber do fato, Castro limitou-se a explicar ao vereador que o assunto seria tratado pela delegacia responsável pelo inquérito e encerrou a ligação", informou à época, por meio de nota.

O Conselho decidiu também convocar o conselheiro do Instituto D'Or Pablo dos Santos Menezes. De acordo com o inquérito policial, Jairinho pediu a Menezes que o corpo do menino fosse liberado do hospital Barra D'Or sem que seguisse à autópsia no IML (Instituto Médico-Legal). O conselheiro da rede D'Or será ouvido na Câmara no próximo dia 2, às 10h.

O Conselho abriu processo de cassação contra o vereador por falta de decoro parlamentar, devido à acusação de tortura e homicídio da criança. "Já recebemos a defesa do vereador Jairinho e, após esta fase de instrução, teremos cinco dias úteis para apresentar o relatório, pela procedência ou improcedência da representação. Vamos seguir rigorosamente o rito, analisar toda a documentação e provas e, obviamente, estamos respeitando o contraditório e dando todo o direito à ampla defesa", disse o vereador Luiz Ramos Filho (PMN), relator do processo.

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